sábado, 25 de abril de 2009

It´s Evolution baby


Evolution Baby

Curvas quânticas
Pré-existência
Big bang
Oi planeta bizarro da essência
Viva os homos

Carnificina
Brincadeira
Sapiens sapiens
Extermínio

E o homem criou Deus
Civilização
E o homem matou Deus
Mas ele é Fênix renasce das cinzas

Evolução
Carnificina
Filosofia
Psicodelia
Brincadeira
Arte
Sonhos

Deus permanece morto-vivo
Guerra dos sexos
Sexo livre
Camisa de vênus
Caos, carnificina, Deus, psicodelia

Vitória dos bêbados
Vida longa
Comida à vontade
Desnutrição


Guerra, guerrilha, paz e amor
Doors
Tecno
Extasy
Workaholic
Vagabundos da nova geração
In out
Velhos de sobra
Jovens mesquinhos e loucos de vontades
Jovens idealistas e loucos de vontades

Álcool
Álcool
Álcool

U.S.A polícia terrena
Emergentes
Mari Juana
Mescalina
Dostoievski
Trotsky
Homero
Chico Cience Buarque da Rosa

sábado, 11 de abril de 2009

Estupefateai vós

Das vidas
que eu tive
esta
é
a
mais
estranha
E é a única

Os entrelaçamentos
que nela
ocorrem
acabam
por
deixar-me
es
tu
pe
fa
to
Serão as flores
ES-tu-pe-fa-tas
Por sua vez?
E as rochas?
Ou será
ES-tu-pe-fa-tear
Uma propriedade
Atributo
Característica
Qualidade
Que não se dá a todas
Cousas?!?

quarta-feira, 11 de março de 2009

A chuva de Cetim-Neon

Borrando as tintas na chuva, a colheita suave dos vinhedos, corta-se um cacho amputando-o de sua mãe.
Quando eu sento assim na chuva, penso do que vale - por um instante - ter escrito rabiscos do absoluto decodificados de uma pobre mente-ser, que é ser com consciência de si, limitada mas real, como um quadro de Van Gogh, não real como seria o real em verdade.

Correr mais rápido; os pingos não alcançam.
Voar mais deslocado das limitações newtonianas, para rir o riso verdadeiro.
Nadar com as moréias acorrentadas ao corpo como jibóias famintas e sentir o choque elétrico como uma benção de uma estátua já caída.
Beijar uma sereia de olhos fechados - mente limpa – sensorialismo táctil - abrir os olhos e não passa de uma borboleta flutuando instável nesta chuva; uma gota quase a derruba, porém voar é preciso, amar sereiasborboletas um destino.

Tragar o veneno, êxtase dos primórdios quando o fogo era uma dádiva.
Conhecer para saber o quanto não se pode conhecer.
Só a musica lava como o mar.

O amor em todas as direções, a cada instinto, cada visão, sensação, intuição, ser libido em estado puro talvez uma insaciável transmutação de dorprazercalmariaexcitamento.

Sempre o êxtase termina e o meio-termo, médio, medíocre, volta a reinar; é o ciclo.

domingo, 8 de março de 2009


Esboços para uma filosofia...

O nada, ou não-ser, é constituído de ser em estado de potência, assim como o ser é constituído de não-ser em estado de potência.
Assim no eterno devir dos mundos possíveis.
Aquilo que é ser em um determinado momento carrega em si a potência para sua própria aniquilação como propriedade essencial.
Muito embora , as condições espaços-temporais como conhecemos sejam necessárias ou existentes neste mundo, não sabemos se outros mundos possíveis necessariamente teriam as dimensões espaciais e temporais como as mesmas neste mundo.
Já nasce aí, uma dificuldade para conhecer em absoluto.
Assim como, o não-ser deste mundo pode não possuir as mesmas propriedades que o não-ser fora deste mundo, enquanto mero não-ser potencial para criação de mundos possíveis ou enquanto não-ser dentro das transformações do devir de mundos possíveis.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

LEGO

Todo lodo
todo dia
- diástolesistoles -
catástrofes numa inspiração natural
no umbral recosto minhas costas
castas vão avançando passo a passo
repasso minha vida
numa saída atravessam os passantes
amantes do meio dia
na normandia diagramação dos medos em sangue
no mangue sanguinolento sonho
componho uma vida nova
na roda da evolução
ação-reação ciclo da esfera infinita
bonita minha maçã dourada
armada conquista as malvinas
divinas as divas dionísicas
tísicas avançam com estandartes
arte dos ainda familirizados com o ser
no amanhecer o orvalho pinga a noite
açoite dos olhos
des-cobrem
en-cobrem
cobrem
os fenômenos
homonímos...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009


Calendar

Sun Sundaymonday,

breathing the earth as always has been.

Being in the earthseaair.


Seeing everything that is;

Seeing between the birth and the death;

Seeing similar and plural things:

flowers electricity fire stones ice smiles tvs.


One day I did the mystic jump.

Because human reason is not enough,

as always has been.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Corredorestrelasendorfinasaladas

Eu já vi a morte de frente tantas vezes!
Mas o xadrez nunca termina,
a metametapotência geradora me alimenta no sono.

Brincando de observar as praias, os povos, ganja infinita.

Alimentando-me de amor e experiências,
céu límpido quando as estrelas formam uma galáxia.

De repente uma menina passa correndo, de cabelos negros,
hiperativa dizem os especialistas,
atiradora de foguetes eu digo,
um especialista tenta nos castrar a todo instante.


Jogos mortais são jogados a cada instante,
E tanto os iluministas quanto os românticos estavam certos de algum modo.

Correndo na praia, sentido o ar difícil, os músculos doendo,
Num instante algo, endorfina - e outras inas segundo os especialistas -
Ilumina o olhar desse corredor e suas passadas se tornam aladas.
Porque os anjos existem,
eles são aves e homem,
ou homem alados em algum possível mundo,
ou são como os românticos e iluministas
e todo o pensamento humano:

parcialmente certo, parcialmente errado e incompleto,
porque a pedra, o olho, o aleph é: cadatdoonenhumsernãoseraquémentrealémtranscendetalaospreviosconceitos.

Só porque eu sou humano e preciso dessas metáforas para aliviar a visão impossível,
o transbordamento final eternamente meio,
os foguetesalados,
as estrelasgaláxias,
o corredorvoador –das inas,
joguetes infinitos rindo de nós.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

I have found over the past 6 years or so since I first reached for a palette knife as my tool of choice to paint with that many seem to have a fear of


Andava

Durante boa parte da minha vida eu andei com uma faca no peito.
Eu me acostumara com ela,
a ver o sangue sempre escorrendo lentamente.

Um dia eu tirei-a de mim.
Descobri que a faca sempre estaria em mim.
Que a faca me era essencial,
Que a faca era eu tanto quanto o peito,
Que faca era a finitude,
Que a finitude era o começo do nada,
Que o nada era o ser potencial,
Que nos traria de volta,
Após aparentes infinitos processos do nada ao homem- com –uma-faca-no- peito,
ou qualquer outra forma de existir,
que em diferentes processos,
de um diferente universo
possam vir a ocorrer no mesmo tempo,
se lá houver um,
que ocorreu neste universo de eu,
Sergio kroeff canarim,
vir a ocorrer com uma faca no peito.

Será possível que possa o nada trazer outro sérgio kroeff canarim ,
com outra faca no peito,
o qual seja absolutamente eu?
Por que essa mesma faca no peito me faz crer que não?
E ,
mesmo assim,
eu não quero me livrar dela?
Ou,
mesmo assim,
eu não posso me livrar dela,
pois ela é absolutamente eu?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Análitica, uma homenagem

Não há uma primeira pergunta.
Se não há uma primeira pergunta, o questionamento é infinito.
Se o questionamento é infinito, só pode ser respondido em absoluto por um ser igualmente infinito.
O homem é finito.
Logo, o homem é incapaz de responder a todos os possiveis questionamentos.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Um poema antigo: anacronismos...um dia escrevi "normalmente"

Sentimentos

Sou tão dolente
que sou um grande indolente.

Sinto muito
Mas não tenho pena de ninguém.

Os sofrimentos burros só me irritam.
A pobreza indigna-me
ou passa despercebida.

Mas o que realmente sinto
é a solidão dos abismos do meu pensamento.

Os abismos são sempre desertos.
Sinto a solidão, só assim serve.

De qualquer jeito me reúno
com meus amigos mortos e virtuais.
Nos encontramos nos abismos
mas só nos que eles me levam.

Meus amigos mortos e virtuais
pegam-me cuidadosamente pela mão,
levam-me aos seus abismos particulares.

Nós nunca nos tocamos...
Nunca nos falamos...

Eu ainda não levei ninguém
aos meus abismos particulares.

Espero que, quando tornar-me pó,
ou virtual,
possa levar meus novos amigos,
cuidadosamente pela mão,
aos meus abismos.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008


Monalisa

Pardon?> Yes...I looK cool and auster and nice and controled> and calm and racional.> But inside of me life is burning like hell. melting-> metals- perfurating- > my- bones- licking- my -skin- eating- my- balls-> atoms- stones- flowers- in- > a- dark- hole- expelling- energy-backalldirections-> as- fluorescent- light.> Setting my being, conscience specific and unit> eletric sea, to all the > matter. Out of universe and beyound no existence to> see to feel to explode > in reverse big bang agains to all my human spacial> time perception > limitations squizing the limits like the weight of> matter in the cosmos.> Dancing all dances vomitholdingeverything in fire> dance spinoutofisic > everyalllsinglenonething at once.

sexta-feira, 11 de julho de 2008


Buracos do Asfalto

Não me arrependo de admirar uma árvore por ser uma árvore
Ou um azulejo quebrado por ser um azulejo quebrado
Eles poderiam ser uma rosa
Uma rosa poderia ser uma estrela
Mas convenções de linguagem não alteram o sabor de espanto
que eu tendo consciência de eu
e de uma rosa que poderia ser um azulejo quebrado
ou um buraco no asfalto
podem ter nesse meu corpo discreto por sentir demais
não há força para ser escandaloso
silenciosamente com minha fala monocromática
cintilo frases como laminas
destruindo o mito do presente já esmagado
e fazenda a fusão impossível

II
Uma vez fui criança e cai de joelhos diante do esplendor do absoluto
Agora luto para ser a união corpomente filosofomatrix
Unir Sócrates no discurso final com Herodes e Jesus e Henry Ford e Newton e Pessoa
Num único devaneio febril
Organizado como um exército
A disciplina se torna necessária para quem é o caos com todo o amor do mundo
III
Eu eu eu por que não falar com a voz femina de um Chico Buarque?
De eu eu sinto os objetos e sou eu mesmo um objeto sentindo os objetos
De eu sou o absoluto de minha imaginação limitada
O toldo do circo meu limite
Rasgo um pouquinho
Vislumbro o futuro
Mas não me iludo apesar de ser tudocadacoisanehumacoisa
Aquém
Entre
Além
Transcendentalmente
Aquém
Entre
Além
cadatodanenhumavariasduastrêscoisas
Minha imaginação é a interpretação da mulher,
jamais a própria muito embora unidade
perdoe-me Chico se nunca foste uma mulher e foste mulheres e homens e crianças
como eu sou isto tudo e pedras galhos flores atomic bombs

quinta-feira, 26 de junho de 2008


Toda a ação humana trouxetraztrará consigo o sentidodesejoanseio velado devir-a-ser Deus.

sábado, 17 de maio de 2008


Vagando com o vento,
Buscava a primeira premissa.
Ao encontrá-la,
Descobriu que sempre teria de aceitar,
Jamais justificaria os entrelaçamentos do sernãoser ,
Seus aparentemente infinitos tentáculos.
Assim, prefiriu o vento,
Vagar...vagar...vagar.
Como as folhas de outono,
Como o pensamento e as moléculas.
Até o dia predestinado,
O dia da construção do seu castelo.
O momento milagroso da transmutação de intuições
Em paredes, colunas, janelas, portas...


Sem perceber a redução que necessariamente infligiria a sua imaginação

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Tomem Cuidado!

Tomem cuidado!
A chuva é acida, a verdade é maldita.
Eu sou vingativo.
A covardia ou a razão me faz engolir meu veneno.
Eu engulo, sinto estremecer todas as células.
Os soldadinhos de chumbo marcham para o abismo.
Regurgito um pouco sou camelo.
A razão me permite esquecer minha natureza.
Dou até risada dela!
A pedra desta vez é gigantesca.
Tomem cuidado!
Não serei amigo nem complacente.
A razão é indolente.
A indolência rege a natureza.
Agora! Clamo por todos os poetas, os malditos, os amorais.
Venham a ciranda nos chama.
O baseado foi aceso.
A roda começou. Quem agüentará?
A morte entrou na roda.
È a bela-do-toque-bendito.
Toda dor foi embora é o toque da heroína.
Meu punho é de chumbo, mas minha mão é de vidro.
Cada pancada gera uma amputação.
Cada amputação gera uma dor prazerosa.
A chama esta viva e corre atrás de nós.
Tomem cuidado!
Agora é a vez dos mortos!
Tomem cuidado!
Meu liquido sagrado é eficaz.
Pode gerar um Deus, uma Deusa, um monstro, ou um qualquer.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Stalingrado

Marchando para o abismo, tenho pena de nós!


Seguindo ideologias, até mesmo dando a vida por estes estandartes porque não podemos compreender as coisas como elas são.
Nenhuma guerra existiria se enxergassemos, não por uma suposta bondade senso-comum, mas porque quem luta é a massa e quem deseja a guerra em troca de algum acumulo de poder é a elite. Seja burguesa, aristocrata, feudal, burocrata...

Afinal, por que os soldados marcharammarchammarcharão para o abismo?

Simples: a liberdade de se saber não sabendo absolutamente; a liberdade da consciência da inexistência de verdades absolutas conquistadas pelo homem, homo sapiens sapiens histórico; a incerteza diante do mistério são para poucos. Dostoiévski estava certo sobre este aspecto, o homem quer ser obediente, o homem não quer liberdade, ele chora e se debate e se mata e assassina se não houverem ícones, se não houverem quaisquer seguranças e certezas para além dele. Sejam elas religiosas, políticas, filosóficas, artísticas... O pensador verdadeiro sabe que toda e qualquer filosofia, ou método, ou sistema, ou idéia sempre esbarra em uma crença, dogma ou paradigma. E não há como fugir disso, porque o problema é o homem. O homem é limitado, incapaz de conhecer a realidade em absoluto.


Por isso, morrerammorremmorrerão camponeses trêmulos segurando estandartes desbotados.


Por isso, nossa única chance é criar a nossa superação.


O pós-homem sapiens sapiens histórico.


Tomar as redias da evolução.





Stalingrado

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008


Doze amputações

Se o sentido de ser é obscuro.
Se do não-ser nasce o ser.

Doze chibatadas ao amanhecer
Quatorze amputações ao anoitecer

O cristalcumeabismo do poema...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008