segunda-feira, 14 de abril de 2008

Tomem Cuidado!

Tomem cuidado!
A chuva é acida, a verdade é maldita.
Eu sou vingativo.
A covardia ou a razão me faz engolir meu veneno.
Eu engulo, sinto estremecer todas as células.
Os soldadinhos de chumbo marcham para o abismo.
Regurgito um pouco sou camelo.
A razão me permite esquecer minha natureza.
Dou até risada dela!
A pedra desta vez é gigantesca.
Tomem cuidado!
Não serei amigo nem complacente.
A razão é indolente.
A indolência rege a natureza.
Agora! Clamo por todos os poetas, os malditos, os amorais.
Venham a ciranda nos chama.
O baseado foi aceso.
A roda começou. Quem agüentará?
A morte entrou na roda.
È a bela-do-toque-bendito.
Toda dor foi embora é o toque da heroína.
Meu punho é de chumbo, mas minha mão é de vidro.
Cada pancada gera uma amputação.
Cada amputação gera uma dor prazerosa.
A chama esta viva e corre atrás de nós.
Tomem cuidado!
Agora é a vez dos mortos!
Tomem cuidado!
Meu liquido sagrado é eficaz.
Pode gerar um Deus, uma Deusa, um monstro, ou um qualquer.

Um comentário:

Fernanda Copatti disse...

Medéia às avessas...