segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Stalingrado

Marchando para o abismo, tenho pena de nós!


Seguindo ideologias, até mesmo dando a vida por estes estandartes porque não podemos compreender as coisas como elas são.
Nenhuma guerra existiria se enxergassemos, não por uma suposta bondade senso-comum, mas porque quem luta é a massa e quem deseja a guerra em troca de algum acumulo de poder é a elite. Seja burguesa, aristocrata, feudal, burocrata...

Afinal, por que os soldados marcharammarchammarcharão para o abismo?

Simples: a liberdade de se saber não sabendo absolutamente; a liberdade da consciência da inexistência de verdades absolutas conquistadas pelo homem, homo sapiens sapiens histórico; a incerteza diante do mistério são para poucos. Dostoiévski estava certo sobre este aspecto, o homem quer ser obediente, o homem não quer liberdade, ele chora e se debate e se mata e assassina se não houverem ícones, se não houverem quaisquer seguranças e certezas para além dele. Sejam elas religiosas, políticas, filosóficas, artísticas... O pensador verdadeiro sabe que toda e qualquer filosofia, ou método, ou sistema, ou idéia sempre esbarra em uma crença, dogma ou paradigma. E não há como fugir disso, porque o problema é o homem. O homem é limitado, incapaz de conhecer a realidade em absoluto.


Por isso, morrerammorremmorrerão camponeses trêmulos segurando estandartes desbotados.


Por isso, nossa única chance é criar a nossa superação.


O pós-homem sapiens sapiens histórico.


Tomar as redias da evolução.





Stalingrado

7 comentários:

Ivan Rodrigues Quevedo disse...

stalingrado: sou um homem doente. nao posso ter satisfação. sou feito para gozar e querer mais. vício. o gozo nao é final. ele é um sucessão de instantes extasiantes. sempre o renovo. o tesao sempre volta. ideologia é um tesao doente que nao sacia. o limite nao esta na nao tranposiçao de si. mas na transposicao em direcao a um absoluto. a suparacao esta mais para uma totalidade inacabada que se constroi e nao atinge um maximo pois este é uma busca, o universo é dinamico. O absoluto é um dogma. o nada é um ser.

Sergio Kroeff Canarim disse...

Claro, que absoluto é um dogma também, mas digamos que eu tenho minha própria concepção de absoluto, que seria algo como a unidade de todos os possiveis universos e possiveis nada separando esses universos.
Digamos que uma visão demasiado ampla e eu preciso denominá-la na linguagem de algum modo. essa idéia de um todo inacabado vem de encottro a minha idéa de limitação do homem será sempre incabado por sermos limitados de mais pra ver a amplitude "absoluta".

Ivan Rodrigues Quevedo disse...

a concepçao de absoluto pode ocorrer de repente, juntamente com a possibilidade de linguagem desse absoluto, seja com nossa forma humana ou qualquer outra que permita expressar essa linguagem ou mais, ou o que parece mais viável aconteca numa evolucao do ser, pois ainda nao chegamos no todo, ainda nao temos a compreensao do tudo e do nada. nao sabemos e nao conseguimos. enquanto isso so há incerteza embora nossos desejos e necessidades de que existam certeza. ate la o absoluto sera dogma.

Sergio Kroeff Canarim disse...

Claro até lá se houver um lá, tudo será norteado pelas crenças, pois o homem não pode transcender as crenças, sempre em algum ponto de qualquer argumentação haverá um momento que não se pode mais continuar e é preciso para sustentar esta argumentação crer em algo não provável.
Nos resta construir sempre novos paradigmas, crer cada vez melhor, se isso for possível.

Ivan Rodrigues Quevedo disse...

A Liberdade de se querer é uma incerta sensação que se conforma livre enquanto possibilidade ao passo que nada se sabe de-la. A liberdade é uma incógnita do não saber enquanto futuro em opção de ser e fazer. A liberdade jaz no nada para além de um mísero fragmento de existência a uma condição nova. A liberdade é incerteza em essência. A nao ser um poder de um PosDeus que se deseje, mesmo um suposto Deus é menos livre por saber uma verdade, (ainda que jogue dados), pois aqui se cria o absoluto. Pode ser que nao se queira ser livre como disse o Dostoiévski. Mas por enquanto é nossa unica possibilidade, ainda que planejada.

Ivan Rodrigues Quevedo disse...

o absoluto da verdade acaba com a liberdade a medida que após sua descoberta tudo indica que não se irá além dele, nem que ao nada retornaremos. a menos que se fundem num processo evolutivo para o além, do que sempre foi uno e contínuo. assim o absoluto nao existirá no final das contas. e a liberdade continuará sendo o nossa única melhor escolha. assim verdades nao serao absolutas, mas verdade que se alcançou e sempre se buscará alcançar, mutantes a todo momento. estamos indo e ate o momento nao temos controle sobre pq e para onde estamos indo.

Sergio Kroeff Canarim disse...

Qto a liberdade, imaginando o caso de deus, porque compreender o absoult,o caso isso exista um absoluto, uma realidade compreensivel, serve como oniciencia, onipotencia, onipresença, é toda a liberdade de se fazer o que que quiser mesmo sabendo de antemão todos os resultados possiveis, a unica diferença é que não há mais incerto futuro, mas quem se importa, ser deus é ser cada todo e nenhum, tudo, nada e o quye possa haver aquém entre além esses conceitos.
Todavia, a idéia de absoluto não é necessaria para o meu plano. A unica necessidade é compreender o papel historico do homem: unico, comparado aos outros seres que temos noticia, porém limitado.
Estudando os pré-socráticos descobri que hieraclito chegou perto dos mesmos pontos que eu, ou seja os limites do homem expandem pouco, toda a evolução do conhecimento se dá abaixo dos limites, das perguuntas cabais. Por que? Por que o homem não foi equipado pela natureza pára compreender a mesma. Ele compreende reduzindo a realidade até o seu nivel.
Uma vez compreendido a limitação do homem, querer que o homem conceba sua superação para ao menos tentar expandir estes limites humanos me parece quase uma conclusão analitica. Muito embora eu duvido que meus professores concordem com isso, haha.