quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O nascimento de Jonas

De repente aquela calma
quente e silenciosa
-a qual me acostumara –
causava dor.

Agora chegada a hora
inquieto me revirava.

Então, em contrações
uma força a luz me levava.
A proximidade de tal intensidade
- A fenda era o sol –
meu coraçãzinho disparava.

Quis retroceder,
como era calma e quente
minha casa.
Doce conforto,
abrigo mítico.

Mas era inexorável,
ine-lutável.
O tempo
era-é-será irreversível.

Num átimo,
minha casa desapareceu.
E milhões de
sensações,
intuições e
turvas imagens
arrebataram meu corpinho.

Para Memórias Póstumas de Jonas:
http://poemadia.blogspot.com/2011/01/memorias-postumas-de-jonas.html

2 comentários:

Kiro Menezes disse...

Delicia de desesperar por um conforto tão facil de se perder!!!

Descreves magnanimante, inclusive Memórias Póstumas de Jonas é incrivelmente manso de se navegar.

Gostei deveras...!

Kiro Menezes disse...

Ler novamente ainda é delicioso!!!

^_^•