quinta-feira, 29 de abril de 2010

Abotou o palitó





I
Rígido
a saber
quando haveriam naus.

A costa arredia do meu jardim.

Brincando com arcos e deuses,
lamentara a noite eterna.
Dos tempos sem sucessão,
Dos espaços sem dimensão,
Nos quais repousaria eternamente.

II
Despertar;
Dos corpos sem espaço,
Dos espaços sem corpos,
Da decomposição juventude permanente.
Decompor é verbo na eternidade só substantivo

III (Dá analítca – morte - decompor para nascer)

Da paz não-silêncio

Já que silêncio exige a possibilidade de haver o seu oposto

Seu oposto é o som

O som é composto de ondas

As ondas são coisas existentes

No nada - lugar onde se é na morte – não há qualquer coisa existente

Portanto, no nada não há possibilidade de som

Onde não há possibilidade de som não há possibilidade de silêncio

Ergo, há o não-silêncio

6 comentários:

Benny Franklin disse...

Muito bom!

Sergio Kroeff Canarim disse...

Valeu Benny. Acho que só nós dois gostamos. Ou talvez, só nós dois tiramos algum significado interessante do poema.
Abraço

Anônimo disse...

nunca é tarde para integrar grupos tão restritos...hehe... MdVentos

Sergio Kroeff Canarim disse...

HEHEH.Grande Maurício, antes poucos de peso que muitos de pena.

Anônimo disse...

...bárbaro!

manu negra
http://mundodemanu.wordpress.com

Kiro Menezes disse...

hehehe Filosófico teu poetar!!!

^_^•

Apesar de não concordar, claaaro (posto que sou discordancia nata!) me empolguei no pensar e fui viajar no espaço dos dizeres teus!!!