terça-feira, 22 de janeiro de 2008

A primeira não-poesia do blog

Resolvi fazer uma pequena reflexão a respeito do artista verdadeiro.
O que eu chamo de artista verdadeiro?
Chamo de vanguarda histórica, aquele que vê para além de seu tempo trazendo a idéia nova para o hoje, na forma e no conteúdo.
Desculpem, se me falta modestia, mas eu qualifico a minha poesia de vanguarda.
Ela é inédita não só por eu ser um dentre esses visionários, mas porque historicamente só é possível abordar o conteúdo e a forma que abordo porque no passado outros criadores fizeram revoluções no conhecimento, seja na arte, ciência, filosofia e até mesmo - com ressalvas - religião.
E o triste nisso tudo: parece que a danação do artista verdadeiro é, igualmente, uma verdade histórica.
Só a vanguarda de um tempo é capaz de entender a vanguarda deste mesmo tempo.
O novo só é compreendido pelos criadores do novo e só mais tarde quando não mais novo se torna um clássico compreendido pelos intelectuais!

2 comentários:

pedrosamosa disse...

Concordordo plenamente com as ultimas palavras e essa é justamente a grande diferença entre quem faz a revolução e quem apenas a cobre de flores.

Sergio Kroeff Canarim disse...

E aí, pedro bom receber teu comentário. Parece o velho ciclo descrito por Dostoievski.
Na verdade, esse texto não é nenhuma novidade nem pra mim, nem pra ninguém, mas mesmo assim parece que ainda tem algum fundamento.