De repente aquela calma
quente e silenciosa
-a qual me acostumara –
causava dor.
Agora chegada a hora
inquieto me revirava.
Então, em contrações
uma força a luz me levava.
A proximidade de tal intensidade
- A fenda era o sol –
meu coraçãzinho disparava.
Quis retroceder,
como era calma e quente
minha casa.
Doce conforto,
abrigo mítico.
Mas era inexorável,
ine-lutável.
O tempo
era-é-será irreversível.
Num átimo,
minha casa desapareceu.
E milhões de
sensações,
intuições e
turvas imagens
arrebataram meu corpinho.
Para Memórias Póstumas de Jonas:
http://poemadia.blogspot.com/2011/01/memorias-postumas-de-jonas.html
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Quando toca o fundo sem fundo a tendência é flutuar de volta a morada: os cumes dos cumes
Se os movimentos da existência levam até o fundo de abismos onde o negro gera formas bizarras de luz própria, onde o astro rei não toca sua língua de fogo-fótons, brincando com as probabilidades e com os limites um sorriso entre úmidas lagrimas deve compreender a necessária subida – retorno - aos cumes dos cumes onde o retrato estático, mas vivo de cadatodomovimentonãomovimento se mostra como um expressionismo realista.
Ser todos os pontos desses abismos e desses cumes suportando a dorextasyprazer, enquanto não se torna definitivamente terra, ar ou poeira de estrelas.
A bolinha de intensidade infinita explode e seretraiseretraiexpande eternamente, mas eternamente é uma concepção que não cabe a esse ultra-retrato absoluto.
Ver
Ser
Ventilar
Mente limpa
Turbilhão desvairado
O calor e frio invadindo as narinas, soluços: Se isso é a vida então de novo.
Porque na verdade não existe fissão ou fusão é sempre o absoluto, não importa se o ego nascecrescemorre piscando num segundo, oitenta anos, as criançasvelhosadultos devem sempre lembrar e sorrir diante do arrebatamento de cadatodohenhumsernãoseraquémentrealémtranscendentalaospréviosconceitos unidade inexorável insomável indivisível inmultiplicável insubtraivel.
Serpente de poder
Aleph verdadeiro
Aleph que é o Aleph não é o Aleph e é tudo que possa haver aquém entre além AlephsnãoAlephs
O progressivo som das folhas girando no outono, o progressivo magma invadindo as rochas, fumaças da chuva negra transformando tudo em pedra, mas dura só mais um segundo, centenas de anos.
Então eu vejo um cometa estudando o corpo sem órgãos, escrevendo tal estado de transe poético minha boca nesse estágio começa a tremer o meu pé bate furiosamente o solo lágrimas encharcam minhas concavidades oculares e penso estragando por um segundo o transe num embate pensamento transe transe pensamento que esse é realmente um grande momento de estar aí, de ser para morte, em que eu posso sentir o frêmito supra humano e faz valer a pena cada abismo cada degrau que se quebra aos meus pés cada flutuação de subida- retorno – aos cumes dos cumes.
Caterpillar butterfly butterfly caterpillar caterpillar butterfly rasteja lagarta voa borboleta rasteja borboleta voa lagarta rastejandovoandoborboletaslagartas.
Esbarra no vento caterpillarbutterfly acende as velas voa descontrolada minha querida lagarta as tuas asas são de fogo elas dançam desvairadas com beijos do vento.
Enquanto nas quatro estações o violino chora a potência aos poucos se enfraquecem os dedos então como flutuando de volta aos cumes dos cumes rasga novamente um acorde.
Inicio e fim se confunde caterpillarbutterfly.
Acesse a oposição em espiral publicada simultâneamente deste poema:
http://poemadia.blogpost.com
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fundo,
sem fundo,
sergio kroeff canarim
domingo, 16 de maio de 2010
Sérgio caleidoscópio infinito(?!)
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Abotou o palitó

I
Rígido
a saber
quando haveriam naus.
A costa arredia do meu jardim.
Brincando com arcos e deuses,
lamentara a noite eterna.
Dos tempos sem sucessão,
Dos espaços sem dimensão,
Nos quais repousaria eternamente.
II
Despertar;
Dos corpos sem espaço,
Dos espaços sem corpos,
Da decomposição juventude permanente.
Decompor é verbo na eternidade só substantivo
III (Dá analítca – morte - decompor para nascer)
Da paz não-silêncio
Já que silêncio exige a possibilidade de haver o seu oposto
Seu oposto é o som
O som é composto de ondas
As ondas são coisas existentes
No nada - lugar onde se é na morte – não há qualquer coisa existente
Portanto, no nada não há possibilidade de som
Onde não há possibilidade de som não há possibilidade de silêncio
Ergo, há o não-silêncio
sábado, 21 de novembro de 2009
Nadifica-te
Adentraram a escuridão
Na floresta silenciosa
gotas de orvalho brilhavam
Refletindo a parca luz da lua
que em feixes
entre os galhos
-ramificações das árvores-
escassos, dissipavam-se
Num instante todos ficaram imóveis
Ele se afastou do grupo
Sentando-se isolado em folhas secas que cobriam o chão
O silencio ainda inerte expandia o tempo
Com lágrimas nos olhos
deixou-se apoderar
por todo sufocamento do mistério
Na floresta silenciosa
gotas de orvalho brilhavam
Refletindo a parca luz da lua
que em feixes
entre os galhos
-ramificações das árvores-
escassos, dissipavam-se
Num instante todos ficaram imóveis
Ele se afastou do grupo
Sentando-se isolado em folhas secas que cobriam o chão
O silencio ainda inerte expandia o tempo
Com lágrimas nos olhos
deixou-se apoderar
por todo sufocamento do mistério
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
A insuportável Sublime Beleza

Escrevendo como quem foge do destino...
Não da vida de agora, mas da possibilidade
que quando existe é sempre a final.
Ouvindo para viver o êxtase não mais permitido pra quem matou a metafísica
Da flor a flor do nada ao nada.
A potência que é necessária no peito é o simples aceite do mistério
Deleitar-se com vulvas,
Acender nas preces do vento sentido veloz nos becos,
Caminhar novos países com lágrimas nos olhos,
Aceitar o fim não só de si,
Mas o fim do homem,
Aceitar o mistério da tal forma
a propor este fim
como a necessária possível contribuição da “espécie”
Percorrer corpos, conjecturar o pós-homem como o primeiro.
E sempre o fim atrás de nós suspirando quente
Umedecendo a orelha
Apimentando as cores
Extasiando os olhos
Percorrendo as lágrimas
Soluçando espasmos
Gozando espaços
Distorcendo o tempo
Antecipando o nada
Costurando seres
Desintegrando coisas
Compartilhando o que já não é
Então mais um passo atrás
Flutuando lépido
Já ao fora dos mundos possíveis
Intuindo-imaginando-vendo
Finalmente
A insuportável totalidade
Aquém-entre-além-cada-todo-nenhum-ser-não-ser-transcendental-aos-prévios-conceitos
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Quem sou eu
A minha mente é um condor
quanto mais acima dos píncaros
mais ampla é sua visão
mais solitária sua jornada
mais rafeito é o ar que se respira
O meu sexo uma jibóia
se arrasta languida
envolve sorrateiramente num abraço mortal
Meu coração uma cadela desmamada
abraça o mundo e seus vira-latas
Minha ambição um Leopardo
cada investida é de vida ou morte
Minha sensibilidade é uma espada
cada afecção gera uma amputação
Meu sorriso esquizofrênico
brinca com as possibilidades
Minha pele é fina
Meus cabelos desgrenhados
Minha coluna frágil
Minha imaginação um caos controlado
Minha fala um bisturi
impiedoso na mão de um cirurgião xamânico
O meu pensamento como uma pipa astronauta
Sobe até a desintegração nos possíveis universos
Meu amor dói como seios cheios de leite
Os bebes mamam, mas a produção é infinita
Meu medo é surdo como o nada
Minha vontade louca
avassaladoura
rompe o solo como um terremoto
Minha angustia atira-se a si mesma contra parede
Meus dedos são cumpridos e finos
Meu pau largo como um lambari-de-tanga-amerelo
Meus dentes são graúdos mal cabem em minha boca
Meu ser indefinível
Meus eus múltiplos
Meus estados um turbilhão de ondas
Minha verdade
parcial e incompleta
quanto mais acima dos píncaros
mais ampla é sua visão
mais solitária sua jornada
mais rafeito é o ar que se respira
O meu sexo uma jibóia
se arrasta languida
envolve sorrateiramente num abraço mortal
Meu coração uma cadela desmamada
abraça o mundo e seus vira-latas
Minha ambição um Leopardo
cada investida é de vida ou morte
Minha sensibilidade é uma espada
cada afecção gera uma amputação
Meu sorriso esquizofrênico
brinca com as possibilidades
Minha pele é fina
Meus cabelos desgrenhados
Minha coluna frágil
Minha imaginação um caos controlado
Minha fala um bisturi
impiedoso na mão de um cirurgião xamânico
O meu pensamento como uma pipa astronauta
Sobe até a desintegração nos possíveis universos
Meu amor dói como seios cheios de leite
Os bebes mamam, mas a produção é infinita
Meu medo é surdo como o nada
Minha vontade louca
avassaladoura
rompe o solo como um terremoto
Minha angustia atira-se a si mesma contra parede
Meus dedos são cumpridos e finos
Meu pau largo como um lambari-de-tanga-amerelo
Meus dentes são graúdos mal cabem em minha boca
Meu ser indefinível
Meus eus múltiplos
Meus estados um turbilhão de ondas
Minha verdade
parcial e incompleta
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Fluxo condicionado condicionando o movimento travestido de inércia
Os torcedores camponeses tremem trêmulos diante do massacre de todos os estandartes nos quais o homem segura com filete de sangue mãos quentesfriasmornas o suar umedecendo levemente brilhando como as estrelas antes de apagar e transformar luz na atração do buraco negro fé desespero angustia desejo nosense destruição e criação a locomotiva do nada ao nada arrebata as portas verde musgo da menina sentada a janela sem conhecer o pescoço da Etiópia a verdadeira incerteza histórica e cada segundo passando passado passará sem precisão do observador brinca com dedos largos o céu é negro mas jamais um matiz homogêneo estático esconde o eterno movimento do nada ao nada bolhas de espaço-tempo formando e correndo para o abismo de se correr o nascer do nada ao saltoqueda palhacinhos com a maquiagem borrada sorriem com dor melancólica o mago do dissabor ri da felicidade de lutar a intensidade necessária de cumprir esse intervalo nosense do ser nasce o ser consciente e volta ao somente ser partículas ou energia cavalos têm a sedução da locomotiva natural computadores giram no carrossel encantado marte some nas cartas antigas o amor da a sensação de encontro do ser consciente com sernãoseraquémentrealémtranscendentalaquémentrealém dragões mitologias do universo ao lado não pode ser conhecido porque não observado limitações do século XXI cabe ao retorno do centauro a corrediça porta madeira nobre a cruz a anticruz a matéria a não matéria ponta do iceberg nada mais jogar-se para dentro da possibilidade do iceberg mesmo no escuro se debatendo é a única chance dos ousados ao vôo maior que seus sapatos molhados de chuva e lamentações de engrenagem os velhos as crianças potência inocente perecimento inocente com respigar de veneno da experiência o mar a terra o solo dos fractais tentativa de além de fractais morte caveira ganso voando baixo rir e não temer a necessária derrota e no fim as flores exalam perfumes complexos o pobre menino de dentes sujos compreende ao menos isso sonha hermético no seu mundo natural e místico enquanto há sempre um a amar a grande distância onde a Terra é uma fagulha perdida.
sábado, 25 de abril de 2009
Evolution Baby
Curvas quânticas
Pré-existência
Big bang
Oi planeta bizarro da essência
Viva os homos
Carnificina
Brincadeira
Sapiens sapiens
Extermínio
E o homem criou Deus
Civilização
E o homem matou Deus
Mas ele é Fênix renasce das cinzas
Evolução
Carnificina
Filosofia
Psicodelia
Brincadeira
Arte
Sonhos
Deus permanece morto-vivo
Guerra dos sexos
Sexo livre
Camisa de vênus
Caos, carnificina, Deus, psicodelia
Vitória dos bêbados
Vida longa
Comida à vontade
Desnutrição
Guerra, guerrilha, paz e amor
Doors
Tecno
Extasy
Workaholic
Vagabundos da nova geração
In out
Velhos de sobra
Jovens mesquinhos e loucos de vontades
Jovens idealistas e loucos de vontades
Álcool
Álcool
Álcool
U.S.A polícia terrena
Emergentes
Mari Juana
Mescalina
Dostoievski
Trotsky
Homero
Chico Cience Buarque da Rosa
Pré-existência
Big bang
Oi planeta bizarro da essência
Viva os homos
Carnificina
Brincadeira
Sapiens sapiens
Extermínio
E o homem criou Deus
Civilização
E o homem matou Deus
Mas ele é Fênix renasce das cinzas
Evolução
Carnificina
Filosofia
Psicodelia
Brincadeira
Arte
Sonhos
Deus permanece morto-vivo
Guerra dos sexos
Sexo livre
Camisa de vênus
Caos, carnificina, Deus, psicodelia
Vitória dos bêbados
Vida longa
Comida à vontade
Desnutrição
Guerra, guerrilha, paz e amor
Doors
Tecno
Extasy
Workaholic
Vagabundos da nova geração
In out
Velhos de sobra
Jovens mesquinhos e loucos de vontades
Jovens idealistas e loucos de vontades
Álcool
Álcool
Álcool
U.S.A polícia terrena
Emergentes
Mari Juana
Mescalina
Dostoievski
Trotsky
Homero
Chico Cience Buarque da Rosa
sábado, 11 de abril de 2009
Estupefateai vós
Das vidas
que eu tive
esta
é
a
mais
estranha
E é a única
Os entrelaçamentos
que nela
ocorrem
acabam
por
deixar-me
es
tu
pe
fa
to
Serão as flores
ES-tu-pe-fa-tas
Por sua vez?
E as rochas?
Ou será
ES-tu-pe-fa-tear
Uma propriedade
Atributo
Característica
Qualidade
Que não se dá a todas
Cousas?!?
que eu tive
esta
é
a
mais
estranha
E é a única
Os entrelaçamentos
que nela
ocorrem
acabam
por
deixar-me
es
tu
pe
fa
to
Serão as flores
ES-tu-pe-fa-tas
Por sua vez?
E as rochas?
Ou será
ES-tu-pe-fa-tear
Uma propriedade
Atributo
Característica
Qualidade
Que não se dá a todas
Cousas?!?
quarta-feira, 11 de março de 2009
A chuva de Cetim-Neon
Borrando as tintas na chuva, a colheita suave dos vinhedos, corta-se um cacho amputando-o de sua mãe.
Quando eu sento assim na chuva, penso do que vale - por um instante - ter escrito rabiscos do absoluto decodificados de uma pobre mente-ser, que é ser com consciência de si, limitada mas real, como um quadro de Van Gogh, não real como seria o real em verdade.
Correr mais rápido; os pingos não alcançam.
Voar mais deslocado das limitações newtonianas, para rir o riso verdadeiro.
Nadar com as moréias acorrentadas ao corpo como jibóias famintas e sentir o choque elétrico como uma benção de uma estátua já caída.
Beijar uma sereia de olhos fechados - mente limpa – sensorialismo táctil - abrir os olhos e não passa de uma borboleta flutuando instável nesta chuva; uma gota quase a derruba, porém voar é preciso, amar sereiasborboletas um destino.
Tragar o veneno, êxtase dos primórdios quando o fogo era uma dádiva.
Conhecer para saber o quanto não se pode conhecer.
Só a musica lava como o mar.
O amor em todas as direções, a cada instinto, cada visão, sensação, intuição, ser libido em estado puro talvez uma insaciável transmutação de dorprazercalmariaexcitamento.
Sempre o êxtase termina e o meio-termo, médio, medíocre, volta a reinar; é o ciclo.
Quando eu sento assim na chuva, penso do que vale - por um instante - ter escrito rabiscos do absoluto decodificados de uma pobre mente-ser, que é ser com consciência de si, limitada mas real, como um quadro de Van Gogh, não real como seria o real em verdade.
Correr mais rápido; os pingos não alcançam.
Voar mais deslocado das limitações newtonianas, para rir o riso verdadeiro.
Nadar com as moréias acorrentadas ao corpo como jibóias famintas e sentir o choque elétrico como uma benção de uma estátua já caída.
Beijar uma sereia de olhos fechados - mente limpa – sensorialismo táctil - abrir os olhos e não passa de uma borboleta flutuando instável nesta chuva; uma gota quase a derruba, porém voar é preciso, amar sereiasborboletas um destino.
Tragar o veneno, êxtase dos primórdios quando o fogo era uma dádiva.
Conhecer para saber o quanto não se pode conhecer.
Só a musica lava como o mar.
O amor em todas as direções, a cada instinto, cada visão, sensação, intuição, ser libido em estado puro talvez uma insaciável transmutação de dorprazercalmariaexcitamento.
Sempre o êxtase termina e o meio-termo, médio, medíocre, volta a reinar; é o ciclo.
domingo, 8 de março de 2009
Esboços para uma filosofia...
O nada, ou não-ser, é constituído de ser em estado de potência, assim como o ser é constituído de não-ser em estado de potência.
Assim no eterno devir dos mundos possíveis.
Aquilo que é ser em um determinado momento carrega em si a potência para sua própria aniquilação como propriedade essencial.
Muito embora , as condições espaços-temporais como conhecemos sejam necessárias ou existentes neste mundo, não sabemos se outros mundos possíveis necessariamente teriam as dimensões espaciais e temporais como as mesmas neste mundo.
Já nasce aí, uma dificuldade para conhecer em absoluto.
Assim como, o não-ser deste mundo pode não possuir as mesmas propriedades que o não-ser fora deste mundo, enquanto mero não-ser potencial para criação de mundos possíveis ou enquanto não-ser dentro das transformações do devir de mundos possíveis.
Assim no eterno devir dos mundos possíveis.
Aquilo que é ser em um determinado momento carrega em si a potência para sua própria aniquilação como propriedade essencial.
Muito embora , as condições espaços-temporais como conhecemos sejam necessárias ou existentes neste mundo, não sabemos se outros mundos possíveis necessariamente teriam as dimensões espaciais e temporais como as mesmas neste mundo.
Já nasce aí, uma dificuldade para conhecer em absoluto.
Assim como, o não-ser deste mundo pode não possuir as mesmas propriedades que o não-ser fora deste mundo, enquanto mero não-ser potencial para criação de mundos possíveis ou enquanto não-ser dentro das transformações do devir de mundos possíveis.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
LEGO
Todo lodo
todo dia
- diástolesistoles -
catástrofes numa inspiração natural
no umbral recosto minhas costas
castas vão avançando passo a passo
repasso minha vida
numa saída atravessam os passantes
amantes do meio dia
na normandia diagramação dos medos em sangue
no mangue sanguinolento sonho
componho uma vida nova
na roda da evolução
ação-reação ciclo da esfera infinita
bonita minha maçã dourada
armada conquista as malvinas
divinas as divas dionísicas
tísicas avançam com estandartes
arte dos ainda familirizados com o ser
no amanhecer o orvalho pinga a noite
açoite dos olhos
des-cobrem
en-cobrem
cobrem
os fenômenos
homonímos...
todo dia
- diástolesistoles -
catástrofes numa inspiração natural
no umbral recosto minhas costas
castas vão avançando passo a passo
repasso minha vida
numa saída atravessam os passantes
amantes do meio dia
na normandia diagramação dos medos em sangue
no mangue sanguinolento sonho
componho uma vida nova
na roda da evolução
ação-reação ciclo da esfera infinita
bonita minha maçã dourada
armada conquista as malvinas
divinas as divas dionísicas
tísicas avançam com estandartes
arte dos ainda familirizados com o ser
no amanhecer o orvalho pinga a noite
açoite dos olhos
des-cobrem
en-cobrem
cobrem
os fenômenos
homonímos...
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Calendar
Sun Sundaymonday,
breathing the earth as always has been.
Being in the earthseaair.
Seeing everything that is;
Seeing between the birth and the death;
Seeing similar and plural things:
flowers electricity fire stones ice smiles tvs.
One day I did the mystic jump.
Because human reason is not enough,
as always has been.
breathing the earth as always has been.
Being in the earthseaair.
Seeing everything that is;
Seeing between the birth and the death;
Seeing similar and plural things:
flowers electricity fire stones ice smiles tvs.
One day I did the mystic jump.
Because human reason is not enough,
as always has been.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Corredorestrelasendorfinasaladas
Eu já vi a morte de frente tantas vezes!
Mas o xadrez nunca termina,
a metametapotência geradora me alimenta no sono.
Brincando de observar as praias, os povos, ganja infinita.
Alimentando-me de amor e experiências,
céu límpido quando as estrelas formam uma galáxia.
De repente uma menina passa correndo, de cabelos negros,
hiperativa dizem os especialistas,
atiradora de foguetes eu digo,
um especialista tenta nos castrar a todo instante.
Jogos mortais são jogados a cada instante,
E tanto os iluministas quanto os românticos estavam certos de algum modo.
Correndo na praia, sentido o ar difícil, os músculos doendo,
Num instante algo, endorfina - e outras inas segundo os especialistas -
Ilumina o olhar desse corredor e suas passadas se tornam aladas.
Porque os anjos existem,
eles são aves e homem,
ou homem alados em algum possível mundo,
ou são como os românticos e iluministas
e todo o pensamento humano:
parcialmente certo, parcialmente errado e incompleto,
porque a pedra, o olho, o aleph é: cadatdoonenhumsernãoseraquémentrealémtranscendetalaospreviosconceitos.
Só porque eu sou humano e preciso dessas metáforas para aliviar a visão impossível,
o transbordamento final eternamente meio,
os foguetesalados,
as estrelasgaláxias,
o corredorvoador –das inas,
joguetes infinitos rindo de nós.
Mas o xadrez nunca termina,
a metametapotência geradora me alimenta no sono.
Brincando de observar as praias, os povos, ganja infinita.
Alimentando-me de amor e experiências,
céu límpido quando as estrelas formam uma galáxia.
De repente uma menina passa correndo, de cabelos negros,
hiperativa dizem os especialistas,
atiradora de foguetes eu digo,
um especialista tenta nos castrar a todo instante.
Jogos mortais são jogados a cada instante,
E tanto os iluministas quanto os românticos estavam certos de algum modo.
Correndo na praia, sentido o ar difícil, os músculos doendo,
Num instante algo, endorfina - e outras inas segundo os especialistas -
Ilumina o olhar desse corredor e suas passadas se tornam aladas.
Porque os anjos existem,
eles são aves e homem,
ou homem alados em algum possível mundo,
ou são como os românticos e iluministas
e todo o pensamento humano:
parcialmente certo, parcialmente errado e incompleto,
porque a pedra, o olho, o aleph é: cadatdoonenhumsernãoseraquémentrealémtranscendetalaospreviosconceitos.
Só porque eu sou humano e preciso dessas metáforas para aliviar a visão impossível,
o transbordamento final eternamente meio,
os foguetesalados,
as estrelasgaláxias,
o corredorvoador –das inas,
joguetes infinitos rindo de nós.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Andava
Durante boa parte da minha vida eu andei com uma faca no peito.
Eu me acostumara com ela,
a ver o sangue sempre escorrendo lentamente.
Um dia eu tirei-a de mim.
Descobri que a faca sempre estaria em mim.
Que a faca me era essencial,
Que a faca era eu tanto quanto o peito,
Que faca era a finitude,
Que a finitude era o começo do nada,
Que o nada era o ser potencial,
Que nos traria de volta,
Após aparentes infinitos processos do nada ao homem- com –uma-faca-no- peito,
ou qualquer outra forma de existir,
que em diferentes processos,
de um diferente universo
possam vir a ocorrer no mesmo tempo,
se lá houver um,
que ocorreu neste universo de eu,
Sergio kroeff canarim,
vir a ocorrer com uma faca no peito.
Será possível que possa o nada trazer outro sérgio kroeff canarim ,
com outra faca no peito,
o qual seja absolutamente eu?
Por que essa mesma faca no peito me faz crer que não?
E ,
mesmo assim,
eu não quero me livrar dela?
Ou,
mesmo assim,
eu não posso me livrar dela,
pois ela é absolutamente eu?
Eu me acostumara com ela,
a ver o sangue sempre escorrendo lentamente.
Um dia eu tirei-a de mim.
Descobri que a faca sempre estaria em mim.
Que a faca me era essencial,
Que a faca era eu tanto quanto o peito,
Que faca era a finitude,
Que a finitude era o começo do nada,
Que o nada era o ser potencial,
Que nos traria de volta,
Após aparentes infinitos processos do nada ao homem- com –uma-faca-no- peito,
ou qualquer outra forma de existir,
que em diferentes processos,
de um diferente universo
possam vir a ocorrer no mesmo tempo,
se lá houver um,
que ocorreu neste universo de eu,
Sergio kroeff canarim,
vir a ocorrer com uma faca no peito.
Será possível que possa o nada trazer outro sérgio kroeff canarim ,
com outra faca no peito,
o qual seja absolutamente eu?
Por que essa mesma faca no peito me faz crer que não?
E ,
mesmo assim,
eu não quero me livrar dela?
Ou,
mesmo assim,
eu não posso me livrar dela,
pois ela é absolutamente eu?
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Análitica, uma homenagem
Não há uma primeira pergunta.
Se não há uma primeira pergunta, o questionamento é infinito.
Se o questionamento é infinito, só pode ser respondido em absoluto por um ser igualmente infinito.
O homem é finito.
Logo, o homem é incapaz de responder a todos os possiveis questionamentos.
Se não há uma primeira pergunta, o questionamento é infinito.
Se o questionamento é infinito, só pode ser respondido em absoluto por um ser igualmente infinito.
O homem é finito.
Logo, o homem é incapaz de responder a todos os possiveis questionamentos.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Um poema antigo: anacronismos...um dia escrevi "normalmente"
Sentimentos
Sou tão dolente
que sou um grande indolente.
Sinto muito
Mas não tenho pena de ninguém.
Os sofrimentos burros só me irritam.
A pobreza indigna-me
ou passa despercebida.
Mas o que realmente sinto
é a solidão dos abismos do meu pensamento.
Os abismos são sempre desertos.
Sinto a solidão, só assim serve.
De qualquer jeito me reúno
com meus amigos mortos e virtuais.
Nos encontramos nos abismos
mas só nos que eles me levam.
Meus amigos mortos e virtuais
pegam-me cuidadosamente pela mão,
levam-me aos seus abismos particulares.
Nós nunca nos tocamos...
Nunca nos falamos...
Eu ainda não levei ninguém
aos meus abismos particulares.
Espero que, quando tornar-me pó,
ou virtual,
possa levar meus novos amigos,
cuidadosamente pela mão,
aos meus abismos.
Sou tão dolente
que sou um grande indolente.
Sinto muito
Mas não tenho pena de ninguém.
Os sofrimentos burros só me irritam.
A pobreza indigna-me
ou passa despercebida.
Mas o que realmente sinto
é a solidão dos abismos do meu pensamento.
Os abismos são sempre desertos.
Sinto a solidão, só assim serve.
De qualquer jeito me reúno
com meus amigos mortos e virtuais.
Nos encontramos nos abismos
mas só nos que eles me levam.
Meus amigos mortos e virtuais
pegam-me cuidadosamente pela mão,
levam-me aos seus abismos particulares.
Nós nunca nos tocamos...
Nunca nos falamos...
Eu ainda não levei ninguém
aos meus abismos particulares.
Espero que, quando tornar-me pó,
ou virtual,
possa levar meus novos amigos,
cuidadosamente pela mão,
aos meus abismos.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Monalisa
Pardon?> Yes...I looK cool and auster and nice and controled> and calm and racional.> But inside of me life is burning like hell. melting-> metals- perfurating- > my- bones- licking- my -skin- eating- my- balls-> atoms- stones- flowers- in- > a- dark- hole- expelling- energy-backalldirections-> as- fluorescent- light.> Setting my being, conscience specific and unit> eletric sea, to all the > matter. Out of universe and beyound no existence to> see to feel to explode > in reverse big bang agains to all my human spacial> time perception > limitations squizing the limits like the weight of> matter in the cosmos.> Dancing all dances vomitholdingeverything in fire> dance spinoutofisic > everyalllsinglenonething at once.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
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