
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Buracos do Asfalto
Não me arrependo de admirar uma árvore por ser uma árvore
Ou um azulejo quebrado por ser um azulejo quebrado
Eles poderiam ser uma rosa
Uma rosa poderia ser uma estrela
Mas convenções de linguagem não alteram o sabor de espanto
que eu tendo consciência de eu
e de uma rosa que poderia ser um azulejo quebrado
ou um buraco no asfalto
podem ter nesse meu corpo discreto por sentir demais
não há força para ser escandaloso
silenciosamente com minha fala monocromática
cintilo frases como laminas
destruindo o mito do presente já esmagado
e fazenda a fusão impossível
II
Uma vez fui criança e cai de joelhos diante do esplendor do absoluto
Agora luto para ser a união corpomente filosofomatrix
Unir Sócrates no discurso final com Herodes e Jesus e Henry Ford e Newton e Pessoa
Num único devaneio febril
Organizado como um exército
A disciplina se torna necessária para quem é o caos com todo o amor do mundo
III
Eu eu eu por que não falar com a voz femina de um Chico Buarque?
De eu eu sinto os objetos e sou eu mesmo um objeto sentindo os objetos
De eu sou o absoluto de minha imaginação limitada
O toldo do circo meu limite
Rasgo um pouquinho
Vislumbro o futuro
Mas não me iludo apesar de ser tudocadacoisanehumacoisa
Aquém
Entre
Além
Transcendentalmente
Aquém
Entre
Além
cadatodanenhumavariasduastrêscoisas
Minha imaginação é a interpretação da mulher,
jamais a própria muito embora unidade
perdoe-me Chico se nunca foste uma mulher e foste mulheres e homens e crianças
como eu sou isto tudo e pedras galhos flores atomic bombs
Ou um azulejo quebrado por ser um azulejo quebrado
Eles poderiam ser uma rosa
Uma rosa poderia ser uma estrela
Mas convenções de linguagem não alteram o sabor de espanto
que eu tendo consciência de eu
e de uma rosa que poderia ser um azulejo quebrado
ou um buraco no asfalto
podem ter nesse meu corpo discreto por sentir demais
não há força para ser escandaloso
silenciosamente com minha fala monocromática
cintilo frases como laminas
destruindo o mito do presente já esmagado
e fazenda a fusão impossível
II
Uma vez fui criança e cai de joelhos diante do esplendor do absoluto
Agora luto para ser a união corpomente filosofomatrix
Unir Sócrates no discurso final com Herodes e Jesus e Henry Ford e Newton e Pessoa
Num único devaneio febril
Organizado como um exército
A disciplina se torna necessária para quem é o caos com todo o amor do mundo
III
Eu eu eu por que não falar com a voz femina de um Chico Buarque?
De eu eu sinto os objetos e sou eu mesmo um objeto sentindo os objetos
De eu sou o absoluto de minha imaginação limitada
O toldo do circo meu limite
Rasgo um pouquinho
Vislumbro o futuro
Mas não me iludo apesar de ser tudocadacoisanehumacoisa
Aquém
Entre
Além
Transcendentalmente
Aquém
Entre
Além
cadatodanenhumavariasduastrêscoisas
Minha imaginação é a interpretação da mulher,
jamais a própria muito embora unidade
perdoe-me Chico se nunca foste uma mulher e foste mulheres e homens e crianças
como eu sou isto tudo e pedras galhos flores atomic bombs
quinta-feira, 26 de junho de 2008
sábado, 17 de maio de 2008
Vagando com o vento,
Buscava a primeira premissa.
Ao encontrá-la,
Descobriu que sempre teria de aceitar,
Jamais justificaria os entrelaçamentos do sernãoser ,
Seus aparentemente infinitos tentáculos.
Assim, prefiriu o vento,
Vagar...vagar...vagar.
Como as folhas de outono,
Como o pensamento e as moléculas.
Até o dia predestinado,
O dia da construção do seu castelo.
O momento milagroso da transmutação de intuições
Em paredes, colunas, janelas, portas...
Sem perceber a redução que necessariamente infligiria a sua imaginação
Buscava a primeira premissa.
Ao encontrá-la,
Descobriu que sempre teria de aceitar,
Jamais justificaria os entrelaçamentos do sernãoser ,
Seus aparentemente infinitos tentáculos.
Assim, prefiriu o vento,
Vagar...vagar...vagar.
Como as folhas de outono,
Como o pensamento e as moléculas.
Até o dia predestinado,
O dia da construção do seu castelo.
O momento milagroso da transmutação de intuições
Em paredes, colunas, janelas, portas...
Sem perceber a redução que necessariamente infligiria a sua imaginação
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Tomem Cuidado!
Tomem cuidado!
A chuva é acida, a verdade é maldita.
Eu sou vingativo.
A covardia ou a razão me faz engolir meu veneno.
Eu engulo, sinto estremecer todas as células.
Os soldadinhos de chumbo marcham para o abismo.
Regurgito um pouco sou camelo.
A razão me permite esquecer minha natureza.
Dou até risada dela!
A pedra desta vez é gigantesca.
Tomem cuidado!
Não serei amigo nem complacente.
A razão é indolente.
A indolência rege a natureza.
Agora! Clamo por todos os poetas, os malditos, os amorais.
Venham a ciranda nos chama.
O baseado foi aceso.
A roda começou. Quem agüentará?
A morte entrou na roda.
È a bela-do-toque-bendito.
Toda dor foi embora é o toque da heroína.
Meu punho é de chumbo, mas minha mão é de vidro.
Cada pancada gera uma amputação.
Cada amputação gera uma dor prazerosa.
A chama esta viva e corre atrás de nós.
Tomem cuidado!
Agora é a vez dos mortos!
Tomem cuidado!
Meu liquido sagrado é eficaz.
Pode gerar um Deus, uma Deusa, um monstro, ou um qualquer.
A chuva é acida, a verdade é maldita.
Eu sou vingativo.
A covardia ou a razão me faz engolir meu veneno.
Eu engulo, sinto estremecer todas as células.
Os soldadinhos de chumbo marcham para o abismo.
Regurgito um pouco sou camelo.
A razão me permite esquecer minha natureza.
Dou até risada dela!
A pedra desta vez é gigantesca.
Tomem cuidado!
Não serei amigo nem complacente.
A razão é indolente.
A indolência rege a natureza.
Agora! Clamo por todos os poetas, os malditos, os amorais.
Venham a ciranda nos chama.
O baseado foi aceso.
A roda começou. Quem agüentará?
A morte entrou na roda.
È a bela-do-toque-bendito.
Toda dor foi embora é o toque da heroína.
Meu punho é de chumbo, mas minha mão é de vidro.
Cada pancada gera uma amputação.
Cada amputação gera uma dor prazerosa.
A chama esta viva e corre atrás de nós.
Tomem cuidado!
Agora é a vez dos mortos!
Tomem cuidado!
Meu liquido sagrado é eficaz.
Pode gerar um Deus, uma Deusa, um monstro, ou um qualquer.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Stalingrado
Marchando para o abismo, tenho pena de nós!
Seguindo ideologias, até mesmo dando a vida por estes estandartes porque não podemos compreender as coisas como elas são.
Nenhuma guerra existiria se enxergassemos, não por uma suposta bondade senso-comum, mas porque quem luta é a massa e quem deseja a guerra em troca de algum acumulo de poder é a elite. Seja burguesa, aristocrata, feudal, burocrata...
Afinal, por que os soldados marcharammarchammarcharão para o abismo?
Simples: a liberdade de se saber não sabendo absolutamente; a liberdade da consciência da inexistência de verdades absolutas conquistadas pelo homem, homo sapiens sapiens histórico; a incerteza diante do mistério são para poucos. Dostoiévski estava certo sobre este aspecto, o homem quer ser obediente, o homem não quer liberdade, ele chora e se debate e se mata e assassina se não houverem ícones, se não houverem quaisquer seguranças e certezas para além dele. Sejam elas religiosas, políticas, filosóficas, artísticas... O pensador verdadeiro sabe que toda e qualquer filosofia, ou método, ou sistema, ou idéia sempre esbarra em uma crença, dogma ou paradigma. E não há como fugir disso, porque o problema é o homem. O homem é limitado, incapaz de conhecer a realidade em absoluto.
Por isso, morrerammorremmorrerão camponeses trêmulos segurando estandartes desbotados.
Por isso, nossa única chance é criar a nossa superação.
O pós-homem sapiens sapiens histórico.
Tomar as redias da evolução.
Stalingrado
Seguindo ideologias, até mesmo dando a vida por estes estandartes porque não podemos compreender as coisas como elas são.
Nenhuma guerra existiria se enxergassemos, não por uma suposta bondade senso-comum, mas porque quem luta é a massa e quem deseja a guerra em troca de algum acumulo de poder é a elite. Seja burguesa, aristocrata, feudal, burocrata...
Afinal, por que os soldados marcharammarchammarcharão para o abismo?
Simples: a liberdade de se saber não sabendo absolutamente; a liberdade da consciência da inexistência de verdades absolutas conquistadas pelo homem, homo sapiens sapiens histórico; a incerteza diante do mistério são para poucos. Dostoiévski estava certo sobre este aspecto, o homem quer ser obediente, o homem não quer liberdade, ele chora e se debate e se mata e assassina se não houverem ícones, se não houverem quaisquer seguranças e certezas para além dele. Sejam elas religiosas, políticas, filosóficas, artísticas... O pensador verdadeiro sabe que toda e qualquer filosofia, ou método, ou sistema, ou idéia sempre esbarra em uma crença, dogma ou paradigma. E não há como fugir disso, porque o problema é o homem. O homem é limitado, incapaz de conhecer a realidade em absoluto.
Por isso, morrerammorremmorrerão camponeses trêmulos segurando estandartes desbotados.
Por isso, nossa única chance é criar a nossa superação.
O pós-homem sapiens sapiens histórico.
Tomar as redias da evolução.
Stalingrado
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Doze amputações
Se o sentido de ser é obscuro.
Se do não-ser nasce o ser.
Doze chibatadas ao amanhecer
Quatorze amputações ao anoitecer
O cristalcumeabismo do poema...
Se do não-ser nasce o ser.
Doze chibatadas ao amanhecer
Quatorze amputações ao anoitecer
O cristalcumeabismo do poema...
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
A primeira não-poesia do blog
Resolvi fazer uma pequena reflexão a respeito do artista verdadeiro.
O que eu chamo de artista verdadeiro?
Chamo de vanguarda histórica, aquele que vê para além de seu tempo trazendo a idéia nova para o hoje, na forma e no conteúdo.
Desculpem, se me falta modestia, mas eu qualifico a minha poesia de vanguarda.
Ela é inédita não só por eu ser um dentre esses visionários, mas porque historicamente só é possível abordar o conteúdo e a forma que abordo porque no passado outros criadores fizeram revoluções no conhecimento, seja na arte, ciência, filosofia e até mesmo - com ressalvas - religião.
E o triste nisso tudo: parece que a danação do artista verdadeiro é, igualmente, uma verdade histórica.
Só a vanguarda de um tempo é capaz de entender a vanguarda deste mesmo tempo.
O novo só é compreendido pelos criadores do novo e só mais tarde quando não mais novo se torna um clássico compreendido pelos intelectuais!
O que eu chamo de artista verdadeiro?
Chamo de vanguarda histórica, aquele que vê para além de seu tempo trazendo a idéia nova para o hoje, na forma e no conteúdo.
Desculpem, se me falta modestia, mas eu qualifico a minha poesia de vanguarda.
Ela é inédita não só por eu ser um dentre esses visionários, mas porque historicamente só é possível abordar o conteúdo e a forma que abordo porque no passado outros criadores fizeram revoluções no conhecimento, seja na arte, ciência, filosofia e até mesmo - com ressalvas - religião.
E o triste nisso tudo: parece que a danação do artista verdadeiro é, igualmente, uma verdade histórica.
Só a vanguarda de um tempo é capaz de entender a vanguarda deste mesmo tempo.
O novo só é compreendido pelos criadores do novo e só mais tarde quando não mais novo se torna um clássico compreendido pelos intelectuais!
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Diante do abismo do absoluto, ou qualquer coisa indizível, pensou no suicídio.
Mas logo teve uma visão, do verbo ver, porém não com os olhos, um ver-vendo com a unidade de suas faculdades: " Uma consciência no nada é - na medida desta consciência - uma interpretação do nada".
Sorriulágrimas e gradativamente gargalhadas do maravilhoso absurdo de ser quem é.
Mas logo teve uma visão, do verbo ver, porém não com os olhos, um ver-vendo com a unidade de suas faculdades: " Uma consciência no nada é - na medida desta consciência - uma interpretação do nada".
Sorriulágrimas e gradativamente gargalhadas do maravilhoso absurdo de ser quem é.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Será necessário ser açoitado para sentir a vida borbulhando com sua plenitude de silêncio e nada de razões, açoita-me então.
Esmurrar uma parede ou um homem,
Olhar uma casa ou uma planta,
Se apático desejo a degola de nem silêncio então.
O sofrimento e o prazer
dois extremos tocados pela mesma língua,
Linguagem então,
silêncio de razões
e zumbido de formas e determinações.
Que cansaço, repetir sempre esses vocábulos...
Porque o que é & não é,
O que está entre o que é & não é,
O que está antes e depois do que é & não é,
Não é dizível,
Não é linguagem,
Não é conceitos,
Esses alentos começam e terminam no homo sapiens,
Colecionador de mitos,
Criança assustada precisa de uma explicação,
de uma forma de losango cabendo numa forma oca de losango,
De um sentido que não é sentir é racionalizar o irracionalizável,
De uma moça e de um filho de um seio e de um estar fazendo algo de aparência útil,
De um caminhar para algo, não de um caminhar por si para si em si inserido no mundo.
Calar-me então
se calar é ser por si
para si
em si
como si
sentido fosse ser silêncio do calar-se então
Esmurrar uma parede ou um homem,
Olhar uma casa ou uma planta,
Se apático desejo a degola de nem silêncio então.
O sofrimento e o prazer
dois extremos tocados pela mesma língua,
Linguagem então,
silêncio de razões
e zumbido de formas e determinações.
Que cansaço, repetir sempre esses vocábulos...
Porque o que é & não é,
O que está entre o que é & não é,
O que está antes e depois do que é & não é,
Não é dizível,
Não é linguagem,
Não é conceitos,
Esses alentos começam e terminam no homo sapiens,
Colecionador de mitos,
Criança assustada precisa de uma explicação,
de uma forma de losango cabendo numa forma oca de losango,
De um sentido que não é sentir é racionalizar o irracionalizável,
De uma moça e de um filho de um seio e de um estar fazendo algo de aparência útil,
De um caminhar para algo, não de um caminhar por si para si em si inserido no mundo.
Calar-me então
se calar é ser por si
para si
em si
como si
sentido fosse ser silêncio do calar-se então
sábado, 1 de dezembro de 2007
Até agora todos os textos publicados aqui são de minha autoria, resolvi abrir uma exceção para um amigo. O poeta é Daniel Lourenço.
...mundos possibilidades de mundos possíveis de serem o que se sendo sabendo-se ou não aqui agora desde que o sempre é sempre ou o é o eterno engendrado a menos de cinco minutos atrás durabilidade nula destes jogos estelares constelações de vazios a orbitarem arbitrárias e constantes em torno destes neutrinos que nos são e são quem sabe o quê ou quem desconhecido ou mesmo e ainda assim indefinidos indiferentes indispensáveis a nossas desrealizações ou à quem não jurar aos prantos ou aos berros que o ser-por-ai ou o estar–aqui ocultam desvelam escondem-se a si e a nós doando-se em benefício próprio ou por causas escondidas secretas esquecidas sob o capacho desta porta de defronte ao deserto do ser permanecer estático ou viraser do nada emergindo fantasmagórico alegórico disfarçado dissimulado de nossos o-que-quer-que-sejamos nós cansados de sermos os que adiados insistem e acreditam na segurançafachada de que o nada é nada e o não ser não ser escravoscadáveres que caminham e cantam sucumbem ao peso das estrelas definições conceitos noções tão leves insustentáveis insuportáveis e nossas e de mais ninguém viver e morrer por elas e por nós início sem causa ação sem fim espontaneidade do porvir se é que virá ou mesmo não vindo que seja longe daqui ou de lá ou de qualquer ponto entre o tudonada sernãoser mesmice variável esfera de cores impossíveis e reais absolutamente reais verdadeiras falácias argumentos irrefutáveis teorias cientificas sobre fantasmas o nadatudo irrealizável fato nem aqui nem em lugar algum desde que seja depois dos que chegaram no agora primeiro ou por ultimo ou não chegaram infinitos de tamanhos e cores e cheiros impensáveis impossíveis sorriem sobre e para e por o porquedeondeparaondequando à que estamos acostumados pregados como coisas que são realidade de quem as concebe-imita-copia-refaz-recria-procria e morre...
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Do ele ao Ele
Ele era um homem inteligente e racional, acreditava na possibilidade de conhecer a verdade objetiva. Nos velhos moldes modernos vvia seguro da destruição organizada como arquivos no armário. Recriminava as subjetividades de gosto, “o bom é objetivamente bom, não importa se tu gostas ou não”. Então sua visão gradualmente alargou-se, subindo e descendo aos lados rodando.
Até que o caos ergueu-se contra o seu sistema humano de verdades seguras.
Caminhando no impossivélirregularcaos arrebatamento da incompreensão de tudo ele finalmente transformou seu casulo numa ave fênix em vôo de varejeira e sorriu diante do esplendor do absoluto, dos infinitos mundos possíveis onde mais alguém escreve essas linhas, separado por um imenso nada, conceito inatingível por não-ser, nem novo nem velho, nem imenso, nem médio, nem pequeno.
Resolveu, assim, ser sem saber...sendo o vento, a parede, o monólito negro da imaginação de Clark, o eruditoanalfabeto.
Só dentro de si mesmo descobriu a toca do coelho onde tocas e coelhos são tão absurdos quanto não tocar coelhos virtuais sorrindo cenouras torrentes de cascatas iluminadas pela garagalhadacortantedocegovisionáriodestino.
Até que o caos ergueu-se contra o seu sistema humano de verdades seguras.
Caminhando no impossivélirregularcaos arrebatamento da incompreensão de tudo ele finalmente transformou seu casulo numa ave fênix em vôo de varejeira e sorriu diante do esplendor do absoluto, dos infinitos mundos possíveis onde mais alguém escreve essas linhas, separado por um imenso nada, conceito inatingível por não-ser, nem novo nem velho, nem imenso, nem médio, nem pequeno.
Resolveu, assim, ser sem saber...sendo o vento, a parede, o monólito negro da imaginação de Clark, o eruditoanalfabeto.
Só dentro de si mesmo descobriu a toca do coelho onde tocas e coelhos são tão absurdos quanto não tocar coelhos virtuais sorrindo cenouras torrentes de cascatas iluminadas pela garagalhadacortantedocegovisionáriodestino.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
domingo, 18 de novembro de 2007
Are you awake?
Have you seen?
Have you been?
Are you who you are?
Unconsciousness and consciousness, do you fellseetouchrealized existenz no-existenz?
Breaking the sea of electric being, to finally be pure meting of energies; nothing becoming existenz.
Kissing the wind, melting ego and everysinglenonething.
Awake dreams in a sweet sleeping dream.
Can you see the picture beyond Universe?
... Are you trying to save the children or...Have you realized life has to be save from the eternal path nothing to nothing?
Have you been?
Are you who you are?
Unconsciousness and consciousness, do you fellseetouchrealized existenz no-existenz?
Breaking the sea of electric being, to finally be pure meting of energies; nothing becoming existenz.
Kissing the wind, melting ego and everysinglenonething.
Awake dreams in a sweet sleeping dream.
Can you see the picture beyond Universe?
... Are you trying to save the children or...Have you realized life has to be save from the eternal path nothing to nothing?
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
IMPÉRIOS
SEMPRE EXISTIRAM
MAS EXISTIRÃO SEMPRE?
O FIM DAS PÁTRIAS
SERÁ O FIM DOS SENHORES?
O ATUAL IMPÉRIO,
UMA DEMOCRACIA TOTALITÁRIA?
FAZEM O QUE FARIAM
NO SEU LUGAR?
MAS EXISTIRÃO SEMPRE?
O FIM DAS PÁTRIAS
SERÁ O FIM DOS SENHORES?
O ATUAL IMPÉRIO,
UMA DEMOCRACIA TOTALITÁRIA?
FAZEM O QUE FARIAM
NO SEU LUGAR?
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
domingo, 11 de novembro de 2007
O Samadhi da pele contra pele
A pele nua toca a pele nua, num instante a mente muda, os olhos fecham arco-íris moldam na mente formas elípticas, geometria encantada, porque os acordes rasgam o peito, as sinapses entram em colapso, toda a matéria escura brilha, todo o rosto esvanece num devaneio febril.
Joga-se a vida nas cartas do presente que é um futuro quebrado a cada instante – passado.
Rever os rostos antigos transformados pelo tempo a chaga imortal de cada ego resvalando na relva e tornando-se ar, areia úmida, selvagens leopardos.
Montanhas de espíritos nos trouxeram até aqui, daqui pra onde vamos?
Suportamos, somos eternamente a mutação do mesmo porque as partes não formam o todo nesse rosto antigo.
Acreditar que a unidade supera as partes; nosso novo evangelho é o caos.
As moedas eram de ouro agora são conjuntos binários de zero e um.
Infinitas combinações de dois dígitos.
Nesse mar elétrico eu brilhando quando eu penso em eu.
Soluços e gargalhadas lágrimas entrecortadas.
A serpentina serpenteia espirais sem nunca tocar o palpável.
Venham todos de um só trago, a montanha de espíritos para ser o hoje, muito sangue, muitos estandartes, muitos evangelhos foram construídos como no jogo de lego e desmontados pelo o que veio a ser, o vir a ser. Encantados, relembramos que deus era o fogo, o sol, a água e agora nem mesmo abstrato, o ser vem do nada e não existem mais deuses, só o choro de crianças esperançosas, sonhando com um homem pós-orgânico, pós-fraquezas, pós-medo do escuro. Pós-necessidade de crenças, pós-escrita, pós-amor, pós-apego.
E os soldadinhos finalmente largarão a bandeira que os move inexoravelmente para o abismo. Ou lá sem sentir, pois não ser é não sentir também, já estão, sem dor, sem prazer, sem nada, ser nada já é alguma coisa.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Ah...as padrarias que eu não conheço, o incenso que não cheirei, as vertentes que não verti , os universos que não sou, toda a saudade de tudo que não sei , saberei, intuirei verei, cheirarei, tocarei, gozarei, beijarei, o sangue que não escorrerá, as armas sem disparo, as flores desconhecidas, as cidades destruídas, os arranha-céus flutuantes do futuro, os pré-históricos, os dinossauros, os andróides, os cometas os quais não permitiram meu laço no seu rastro, permitam fundir-me com vocês de um só trago!
Roda do eterno, pobre de mim.
Roda do eterno, pobre de mim.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Sob efeito de Thomas de Aquino-Peter Sloderdijk-Heidegger-Bjork & Atari Riots
Às vezes eu sinto na minha imaginação a vontade de explodir e ser a consciência de tudo que existe; ser o nada com a consciência de ser o nada.
Imagino uma explosão de fusão nuclear quando tal potência enerva meu frágil corpomente Homo Sapiens domesticado e bestial ao mesmo tempo.
Todas as cores, feixes de vetoresfractais iluminados e vaga-lumes sem luz onde minha consciência respira o não-ser por um instante.
Imaginando que finalmente iria compreender tudo que é aquém, tudo que entre, tudo que além e tudo que transcende a própria morada da linguagem.
Desculpem-me, meus caros destinatários desconhecidos se não posso ser mais claro, mas a clareza é uma simplificação desse arrebatamento.
Ramos cortados;
Peneiras sem furos onde o sol não passa,
Estradas sem linhas, itinerário infinito;
Argolas geométricas colares de coroas de flores, orquídeas mortais;
Embreagens da nave do porvir;
Caracóis espasmáticos;
Arco-íris cintilante;
Fogo da inexeplosão extra-polamento;
Calor dos corpos em espiral;
Fantasmas da tradição remetentes de cartas;
Imagino uma explosão de fusão nuclear quando tal potência enerva meu frágil corpomente Homo Sapiens domesticado e bestial ao mesmo tempo.
Todas as cores, feixes de vetoresfractais iluminados e vaga-lumes sem luz onde minha consciência respira o não-ser por um instante.
Imaginando que finalmente iria compreender tudo que é aquém, tudo que entre, tudo que além e tudo que transcende a própria morada da linguagem.
Desculpem-me, meus caros destinatários desconhecidos se não posso ser mais claro, mas a clareza é uma simplificação desse arrebatamento.
Ramos cortados;
Peneiras sem furos onde o sol não passa,
Estradas sem linhas, itinerário infinito;
Argolas geométricas colares de coroas de flores, orquídeas mortais;
Embreagens da nave do porvir;
Caracóis espasmáticos;
Arco-íris cintilante;
Fogo da inexeplosão extra-polamento;
Calor dos corpos em espiral;
Fantasmas da tradição remetentes de cartas;
terça-feira, 6 de novembro de 2007
AS maçãs que envolvem os corpos de aço do mar aberto em vertentes inmultiunicoloridas.
Não se sabe exatamente
N
ão
Se
sa
be
Insights
Em
Todas
direções
Significam o quê?
Eles têm fome de quê?
Fome de um poder a nós vedado
Então eu faço o caminho a este poder,
designado neste momento como unidade de prefixos uni passadopresentefuturo, a saber:
A B S O L U T O
E crio os sucessores do homo sapiens
E estes assim por diante
Estes
Assim
Por
diante
N
U
M
E
X
P
I
R
A
L RASGANDO E CONTENDO E SENDO TODAS AS DIREÇÕES E CADATODONEHUMPONTONÃOPONTO
Existencialmente não resolve minhas carências de ser:
D E U S
Muito menos as de ser tudo aquilo que está aquémentrealém ao
H O M O S A P I E N S
Então pra me embriagar eu posso fazer um pequeno fluxo:
Aspegadasdajangadaarrebataramovelhoemoçosernãoserdoservirasermeuamigomantasjamantasamarasieaotodoeoseiofaltouaobebenãoservedeconsoloao
H O M O S A P I E N S I L U S Ã O D E T R A N S C E ND Ê N C I A A O H O M O S A P E I N S
Não se sabe exatamente
N
ão
Se
sa
be
Insights
Em
Todas
direções
Significam o quê?
Eles têm fome de quê?
Fome de um poder a nós vedado
Então eu faço o caminho a este poder,
designado neste momento como unidade de prefixos uni passadopresentefuturo, a saber:
A B S O L U T O
E crio os sucessores do homo sapiens
E estes assim por diante
Estes
Assim
Por
diante
N
U
M
E
X
P
I
R
A
L RASGANDO E CONTENDO E SENDO TODAS AS DIREÇÕES E CADATODONEHUMPONTONÃOPONTO
Existencialmente não resolve minhas carências de ser:
D E U S
Muito menos as de ser tudo aquilo que está aquémentrealém ao
H O M O S A P I E N S
Então pra me embriagar eu posso fazer um pequeno fluxo:
Aspegadasdajangadaarrebataramovelhoemoçosernãoserdoservirasermeuamigomantasjamantasamarasieaotodoeoseiofaltouaobebenãoservedeconsoloao
H O M O S A P I E N S I L U S Ã O D E T R A N S C E ND Ê N C I A A O H O M O S A P E I N S
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
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