quinta-feira, 26 de junho de 2008


Toda a ação humana trouxetraztrará consigo o sentidodesejoanseio velado devir-a-ser Deus.

sábado, 17 de maio de 2008


Vagando com o vento,
Buscava a primeira premissa.
Ao encontrá-la,
Descobriu que sempre teria de aceitar,
Jamais justificaria os entrelaçamentos do sernãoser ,
Seus aparentemente infinitos tentáculos.
Assim, prefiriu o vento,
Vagar...vagar...vagar.
Como as folhas de outono,
Como o pensamento e as moléculas.
Até o dia predestinado,
O dia da construção do seu castelo.
O momento milagroso da transmutação de intuições
Em paredes, colunas, janelas, portas...


Sem perceber a redução que necessariamente infligiria a sua imaginação

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Tomem Cuidado!

Tomem cuidado!
A chuva é acida, a verdade é maldita.
Eu sou vingativo.
A covardia ou a razão me faz engolir meu veneno.
Eu engulo, sinto estremecer todas as células.
Os soldadinhos de chumbo marcham para o abismo.
Regurgito um pouco sou camelo.
A razão me permite esquecer minha natureza.
Dou até risada dela!
A pedra desta vez é gigantesca.
Tomem cuidado!
Não serei amigo nem complacente.
A razão é indolente.
A indolência rege a natureza.
Agora! Clamo por todos os poetas, os malditos, os amorais.
Venham a ciranda nos chama.
O baseado foi aceso.
A roda começou. Quem agüentará?
A morte entrou na roda.
È a bela-do-toque-bendito.
Toda dor foi embora é o toque da heroína.
Meu punho é de chumbo, mas minha mão é de vidro.
Cada pancada gera uma amputação.
Cada amputação gera uma dor prazerosa.
A chama esta viva e corre atrás de nós.
Tomem cuidado!
Agora é a vez dos mortos!
Tomem cuidado!
Meu liquido sagrado é eficaz.
Pode gerar um Deus, uma Deusa, um monstro, ou um qualquer.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Stalingrado

Marchando para o abismo, tenho pena de nós!


Seguindo ideologias, até mesmo dando a vida por estes estandartes porque não podemos compreender as coisas como elas são.
Nenhuma guerra existiria se enxergassemos, não por uma suposta bondade senso-comum, mas porque quem luta é a massa e quem deseja a guerra em troca de algum acumulo de poder é a elite. Seja burguesa, aristocrata, feudal, burocrata...

Afinal, por que os soldados marcharammarchammarcharão para o abismo?

Simples: a liberdade de se saber não sabendo absolutamente; a liberdade da consciência da inexistência de verdades absolutas conquistadas pelo homem, homo sapiens sapiens histórico; a incerteza diante do mistério são para poucos. Dostoiévski estava certo sobre este aspecto, o homem quer ser obediente, o homem não quer liberdade, ele chora e se debate e se mata e assassina se não houverem ícones, se não houverem quaisquer seguranças e certezas para além dele. Sejam elas religiosas, políticas, filosóficas, artísticas... O pensador verdadeiro sabe que toda e qualquer filosofia, ou método, ou sistema, ou idéia sempre esbarra em uma crença, dogma ou paradigma. E não há como fugir disso, porque o problema é o homem. O homem é limitado, incapaz de conhecer a realidade em absoluto.


Por isso, morrerammorremmorrerão camponeses trêmulos segurando estandartes desbotados.


Por isso, nossa única chance é criar a nossa superação.


O pós-homem sapiens sapiens histórico.


Tomar as redias da evolução.





Stalingrado

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008


Doze amputações

Se o sentido de ser é obscuro.
Se do não-ser nasce o ser.

Doze chibatadas ao amanhecer
Quatorze amputações ao anoitecer

O cristalcumeabismo do poema...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008


A primeira não-poesia do blog

Resolvi fazer uma pequena reflexão a respeito do artista verdadeiro.
O que eu chamo de artista verdadeiro?
Chamo de vanguarda histórica, aquele que vê para além de seu tempo trazendo a idéia nova para o hoje, na forma e no conteúdo.
Desculpem, se me falta modestia, mas eu qualifico a minha poesia de vanguarda.
Ela é inédita não só por eu ser um dentre esses visionários, mas porque historicamente só é possível abordar o conteúdo e a forma que abordo porque no passado outros criadores fizeram revoluções no conhecimento, seja na arte, ciência, filosofia e até mesmo - com ressalvas - religião.
E o triste nisso tudo: parece que a danação do artista verdadeiro é, igualmente, uma verdade histórica.
Só a vanguarda de um tempo é capaz de entender a vanguarda deste mesmo tempo.
O novo só é compreendido pelos criadores do novo e só mais tarde quando não mais novo se torna um clássico compreendido pelos intelectuais!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008


Diante do abismo do absoluto, ou qualquer coisa indizível, pensou no suicídio.
Mas logo teve uma visão, do verbo ver, porém não com os olhos, um ver-vendo com a unidade de suas faculdades: " Uma consciência no nada é - na medida desta consciência - uma interpretação do nada".
Sorriulágrimas e gradativamente gargalhadas do maravilhoso absurdo de ser quem é.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007


Será necessário ser açoitado para sentir a vida borbulhando com sua plenitude de silêncio e nada de razões, açoita-me então.

Esmurrar uma parede ou um homem,
Olhar uma casa ou uma planta,
Se apático desejo a degola de nem silêncio então.

O sofrimento e o prazer
dois extremos tocados pela mesma língua,
Linguagem então,
silêncio de razões
e zumbido de formas e determinações.

Que cansaço, repetir sempre esses vocábulos...
Porque o que é & não é,
O que está entre o que é & não é,
O que está antes e depois do que é & não é,
Não é dizível,
Não é linguagem,
Não é conceitos,
Esses alentos começam e terminam no homo sapiens,
Colecionador de mitos,
Criança assustada precisa de uma explicação,
de uma forma de losango cabendo numa forma oca de losango,
De um sentido que não é sentir é racionalizar o irracionalizável,
De uma moça e de um filho de um seio e de um estar fazendo algo de aparência útil,
De um caminhar para algo, não de um caminhar por si para si em si inserido no mundo.


Calar-me então
se calar é ser por si
para si
em si
como si
sentido fosse ser silêncio do calar-se então

sábado, 1 de dezembro de 2007

Até agora todos os textos publicados aqui são de minha autoria, resolvi abrir uma exceção para um amigo. O poeta é Daniel Lourenço.

...mundos possibilidades de mundos possíveis de serem o que se sendo sabendo-se ou não aqui agora desde que o sempre é sempre ou o é o eterno engendrado a menos de cinco minutos atrás durabilidade nula destes jogos estelares constelações de vazios a orbitarem arbitrárias e constantes em torno destes neutrinos que nos são e são quem sabe o quê ou quem desconhecido ou mesmo e ainda assim indefinidos indiferentes indispensáveis a nossas desrealizações ou à quem não jurar aos prantos ou aos berros que o ser-por-ai ou o estar–aqui ocultam desvelam escondem-se a si e a nós doando-se em benefício próprio ou por causas escondidas secretas esquecidas sob o capacho desta porta de defronte ao deserto do ser permanecer estático ou viraser do nada emergindo fantasmagórico alegórico disfarçado dissimulado de nossos o-que-quer-que-sejamos nós cansados de sermos os que adiados insistem e acreditam na segurançafachada de que o nada é nada e o não ser não ser escravoscadáveres que caminham e cantam sucumbem ao peso das estrelas definições conceitos noções tão leves insustentáveis insuportáveis e nossas e de mais ninguém viver e morrer por elas e por nós início sem causa ação sem fim espontaneidade do porvir se é que virá ou mesmo não vindo que seja longe daqui ou de lá ou de qualquer ponto entre o tudonada sernãoser mesmice variável esfera de cores impossíveis e reais absolutamente reais verdadeiras falácias argumentos irrefutáveis teorias cientificas sobre fantasmas o nadatudo irrealizável fato nem aqui nem em lugar algum desde que seja depois dos que chegaram no agora primeiro ou por ultimo ou não chegaram infinitos de tamanhos e cores e cheiros impensáveis impossíveis sorriem sobre e para e por o porquedeondeparaondequando à que estamos acostumados pregados como coisas que são realidade de quem as concebe-imita-copia-refaz-recria-procria e morre...

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Do ele ao Ele

Ele era um homem inteligente e racional, acreditava na possibilidade de conhecer a verdade objetiva. Nos velhos moldes modernos vvia seguro da destruição organizada como arquivos no armário. Recriminava as subjetividades de gosto, “o bom é objetivamente bom, não importa se tu gostas ou não”. Então sua visão gradualmente alargou-se, subindo e descendo aos lados rodando.
Até que o caos ergueu-se contra o seu sistema humano de verdades seguras.
Caminhando no impossivélirregularcaos arrebatamento da incompreensão de tudo ele finalmente transformou seu casulo numa ave fênix em vôo de varejeira e sorriu diante do esplendor do absoluto, dos infinitos mundos possíveis onde mais alguém escreve essas linhas, separado por um imenso nada, conceito inatingível por não-ser, nem novo nem velho, nem imenso, nem médio, nem pequeno.
Resolveu, assim, ser sem saber...sendo o vento, a parede, o monólito negro da imaginação de Clark, o eruditoanalfabeto.
Só dentro de si mesmo descobriu a toca do coelho onde tocas e coelhos são tão absurdos quanto não tocar coelhos virtuais sorrindo cenouras torrentes de cascatas iluminadas pela garagalhadacortantedocegovisionáriodestino.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

domingo, 18 de novembro de 2007


Are you awake?

Have you seen?
Have you been?
Are you who you are?
Unconsciousness and consciousness, do you fellseetouchrealized existenz no-existenz?
Breaking the sea of electric being, to finally be pure meting of energies; nothing becoming existenz.
Kissing the wind, melting ego and everysinglenonething.
Awake dreams in a sweet sleeping dream.
Can you see the picture beyond Universe?
... Are you trying to save the children or...Have you realized life has to be save from the eternal path nothing to nothing?

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

IMPÉRIOS

SEMPRE EXISTIRAM
MAS EXISTIRÃO SEMPRE?

O FIM DAS PÁTRIAS
SERÁ O FIM DOS SENHORES?

O ATUAL IMPÉRIO,
UMA DEMOCRACIA TOTALITÁRIA?

FAZEM O QUE FARIAM
NO SEU LUGAR?

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

domingo, 11 de novembro de 2007

O Samadhi da pele contra pele



A pele nua toca a pele nua, num instante a mente muda, os olhos fecham arco-íris moldam na mente formas elípticas, geometria encantada, porque os acordes rasgam o peito, as sinapses entram em colapso, toda a matéria escura brilha, todo o rosto esvanece num devaneio febril.
Joga-se a vida nas cartas do presente que é um futuro quebrado a cada instante – passado.
Rever os rostos antigos transformados pelo tempo a chaga imortal de cada ego resvalando na relva e tornando-se ar, areia úmida, selvagens leopardos.
Montanhas de espíritos nos trouxeram até aqui, daqui pra onde vamos?
Suportamos, somos eternamente a mutação do mesmo porque as partes não formam o todo nesse rosto antigo.
Acreditar que a unidade supera as partes; nosso novo evangelho é o caos.
As moedas eram de ouro agora são conjuntos binários de zero e um.
Infinitas combinações de dois dígitos.
Nesse mar elétrico eu brilhando quando eu penso em eu.
Soluços e gargalhadas lágrimas entrecortadas.
A serpentina serpenteia espirais sem nunca tocar o palpável.
Venham todos de um só trago, a montanha de espíritos para ser o hoje, muito sangue, muitos estandartes, muitos evangelhos foram construídos como no jogo de lego e desmontados pelo o que veio a ser, o vir a ser. Encantados, relembramos que deus era o fogo, o sol, a água e agora nem mesmo abstrato, o ser vem do nada e não existem mais deuses, só o choro de crianças esperançosas, sonhando com um homem pós-orgânico, pós-fraquezas, pós-medo do escuro. Pós-necessidade de crenças, pós-escrita, pós-amor, pós-apego.
E os soldadinhos finalmente largarão a bandeira que os move inexoravelmente para o abismo. Ou lá sem sentir, pois não ser é não sentir também, já estão, sem dor, sem prazer, sem nada, ser nada já é alguma coisa.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Ah...as padrarias que eu não conheço, o incenso que não cheirei, as vertentes que não verti , os universos que não sou, toda a saudade de tudo que não sei , saberei, intuirei verei, cheirarei, tocarei, gozarei, beijarei, o sangue que não escorrerá, as armas sem disparo, as flores desconhecidas, as cidades destruídas, os arranha-céus flutuantes do futuro, os pré-históricos, os dinossauros, os andróides, os cometas os quais não permitiram meu laço no seu rastro, permitam fundir-me com vocês de um só trago!
Roda do eterno, pobre de mim.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Sob efeito de Thomas de Aquino-Peter Sloderdijk-Heidegger-Bjork & Atari Riots

Às vezes eu sinto na minha imaginação a vontade de explodir e ser a consciência de tudo que existe; ser o nada com a consciência de ser o nada.
Imagino uma explosão de fusão nuclear quando tal potência enerva meu frágil corpomente Homo Sapiens domesticado e bestial ao mesmo tempo.
Todas as cores, feixes de vetoresfractais iluminados e vaga-lumes sem luz onde minha consciência respira o não-ser por um instante.
Imaginando que finalmente iria compreender tudo que é aquém, tudo que entre, tudo que além e tudo que transcende a própria morada da linguagem.
Desculpem-me, meus caros destinatários desconhecidos se não posso ser mais claro, mas a clareza é uma simplificação desse arrebatamento.

Ramos cortados;
Peneiras sem furos onde o sol não passa,
Estradas sem linhas, itinerário infinito;
Argolas geométricas colares de coroas de flores, orquídeas mortais;
Embreagens da nave do porvir;
Caracóis espasmáticos;
Arco-íris cintilante;
Fogo da inexeplosão extra-polamento;
Calor dos corpos em espiral;
Fantasmas da tradição remetentes de cartas;

terça-feira, 6 de novembro de 2007


AS maçãs que envolvem os corpos de aço do mar aberto em vertentes inmultiunicoloridas.
Não se sabe exatamente
N
ão
Se
sa
be

Insights
Em
Todas
direções

Significam o quê?

Eles têm fome de quê?

Fome de um poder a nós vedado

Então eu faço o caminho a este poder,
designado neste momento como unidade de prefixos uni passadopresentefuturo, a saber:

A B S O L U T O

E crio os sucessores do homo sapiens
E estes assim por diante
Estes
Assim
Por
diante
N
U
M
E
X
P
I
R
A
L RASGANDO E CONTENDO E SENDO TODAS AS DIREÇÕES E CADATODONEHUMPONTONÃOPONTO

Existencialmente não resolve minhas carências de ser:

D E U S

Muito menos as de ser tudo aquilo que está aquémentrealém ao

H O M O S A P I E N S

Então pra me embriagar eu posso fazer um pequeno fluxo:
Aspegadasdajangadaarrebataramovelhoemoçosernãoserdoservirasermeuamigomantasjamantasamarasieaotodoeoseiofaltouaobebenãoservedeconsoloao

H O M O S A P I E N S I L U S Ã O D E T R A N S C E ND Ê N C I A A O H O M O S A P E I N S

segunda-feira, 5 de novembro de 2007


Em-Londres

Perda de um espaço-tempo jogado em transes de linguagem em linhas como estas me causou a dor da finitude explicita de eu mesmo ou o que era isso chamado de eu naquele período.

Revoluções-de-envirement-doces-imagens-losângulos-circulos-de-neon-evolução-filosófica-do-nada-ao-nada-até-o–reconhecimento-de-um-talvez–nada-absoluto-no-nosso-fim. Pequenas bolinhas de sangue empapuçavam minha garganta a mente dizendo tudo nos leva ao ponto não ponto por ser vácuo.
Cá estou – eu mar elétrico brilhado e se transformando a todo instante em outro eu.
Livre, ilusoriamente, por não ter nada.
Um amor não correspondido é o natural em meus diferentes momentos de eu a existência de algo consciente verdadeiramente da impossibilidade de luz total de consciência absoluta.
Mas se sabendo nascido dos limites do cognitivo a um cérebro deste espaço.

Olhos amarelos numa face bela e simples
Arroz...
Arvores dançam diariamente ao nível dos meus olhos... O sol traz a sombra de suas existências ressuscitadas pelo vento a parede de meu quarto. Quarto tomado.
De repente luzes e sombras piscam nas minhas pálpebras Stones.
Até a necessária abertura porque a intensidade não pode ser degustada o tempo todo. Descanso dos átomos até a próxima agitação caoticamente organizada e sem aparentes limites. Só aparentes por não vermos jamais o final.

Três poemas pré-Londres

...Atrevesse?

E se eu dissesse que não existe infinito
Que eu sou o Universo e de mim ele prescinde
Que eu sou um grão dos Universos bebes
Que haverá uma teoria única,
a união de todas as teorias.
Que, paradoxalmente, é todas e contradiz todas numa dialética alucinada

Mas não se assustem a verdade é assim mesmo...
Ela de tão gigantesca é quase caótica.
Para um leigo a paixão pela busca,
essa fera cheia de tentáculos,
simplesmente não existe,
ou não pode ser alcançada.

E se eu dissesse que no futuro teremos tudo,
Ou não existiremos, e a sorte quântica terá sido jogada por água a baixo
por meras crianças doutrinadas pelo medo.

E se eu ainda dissesse que jamais, nesse devaneio de futuro longínquo, precisaremos mover um dedo
Que seremos literalmente donos do espaço infinito que é finito

Mas tudo bem...
Alguém há de me dizer “por que perdes tempo buscando o que será superado?”
Eu logo diria “porque é divertido e me faz poder tudo!”
Ou para ser humanista eu cuspiria “todos que puderem por um grão de areia nesta bendita, a verdade, serão bem vindos, pois o tempo é curto!?!”





















A verdade geral de todas as coisas

Eu a vislumbrei num estado de vácuo além do espaço tempo
Só nós dois...
Ela ia vinha girava em todas as direções e depois se fechava
Mas eu não vi fechar
Nem ninguém verá antes do futuro longínquo onde ela se fecha
Só os nós-deuses verão, onisciente, onipresente, onipotente
Todas as cores, mas a eu a vi branco cinza que fosforesce

Tudo isso significa que eu concretizei o super-homem de Nietzsche
O que pra ele era o abstrato pra mim é o concreto
O caminho ficou claro

Ela é além dos métodos
Dialética não a explica
Dialética é só o começo
São todas as direções
É a semântica que não foi inventada
Além de qualquer alphaville

Quais os instrumentos para vislumbrá-la?
Intuição sentimento razão
A união de todas as coisas dos nossos pobres e primitivos cérebros

Como se chega nela?
Transcendendo todas as coisas espaço tempo tudo que pode ser universo tudo que pode ser dimensão a não-existência
E ai olha se pra trás.......ela estará lá
A própria beleza a própria abonança geral de todas as coisas que trasbordam em si mesmas

Quem são os nós-deuses?
A vida inteligente no futuro mais longínquo que se pôde vislumbrar se ela futuro possuir
Cujo cérebro é o ponto que é tudo e vê tudo e pode tudo e sabe tudo e interage com tudo ao mesmo tempo todo real e virtual que não pode ser vislumbrado por nós o todo além de regras-limites-fraquesas a-própria-intensidade-pura-concreta-palpável a-própria-luz-geral-de-todas-as-coisas a-própria-escuridão-geral-de-todas-não-coisas




















Já fui
Já fui Dioniso nos meus sonhos de orgias prazerosas regadas a vinho.
Depois fui Hermes num vôo aleatório carregado pelo vento.
Fui Jesus para derrubar o Império Romano mas jamais quis amar todo mundo.
Nietzsche nas minhas loucuras quebradoras de valores.
Rimbaud numa intensa iconoclastia que causa dor e prazer.
Aldous nas experiências transcendentais.
Até fui Buda depois de uma tragada de nicotina mas durou só enquanto o torpor me possui.
Stanley e Poe nas presunções futurísticas, porém modéstia à parte, fui até o fim dos tempos que na verdade era o começo dos tempos.
Quero ser Dali nos devaneios visionários do inconsciente que é meu consciente.
De qualquer jeito sou eternamente eu ou Universo ou nós Universo eu eu amigos carrascos sonhos amigos sonhos Hidrogênio oxigênio átomos buracos negros. Oi novo mundo! bom dia todos Universos que existem! Aaaaahhhhhhhhhhh!!!!!!!! Estou vazado! os neutrinos passam por mim e por você mas agora eu sinto queima- me amam-me arejam me meus furos.
Hélio!!!!!!